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Foto: Reginaldo Pupo/JCN

Prefeito de Ilhabela deixa sede da Polícia Federal após depoimento

Márcio Tenório foi afastado da função pública pela Operação Prelúdio II, na manhã desta terça-feira, 14


14 de maio de 2019 às 12:36
Por Da Redação
Foto: Reginaldo Pupo/JCN

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Foto: Divulgação/Polícia Federal

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O prefeito de Ilhabela, Márcio Tenório, deixou a sede da Polícia Federal em São Sebastião às 11h30 desta terça-feira, 14, após prestar depoimento por munições encontradas em sua casa durante as buscas da Operação Prelúdio II. Isso porque, os policiais encontraram em sua casa, um estojo com 10 munições de pistola calibre .380.


A Operação Prelúdio II dá continuidade à investigação iniciada nos autos do inquérito policial instaurado para apurar os crimes de fraude à licitação, superfaturamento de preços, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e associação criminosa. Nesta manhã, ele foi afastado da função pública e afirmou aos jornalistas que "vai se inteirar do processo e que a justiça está fazendo a parte dela".


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Segundo a Polícia Federal, os materiais apreendidos na Operação Prelúdio I serviram de base para a instauração de novo inquérito envolvendo outros alvos, agentes políticos. Durante a operação nesta terça-feira, foram cumpridos 21 mandados de busca, três de prisão preventiva, seis de afastamento da função pública - inclusive de Márcio Tenório, e um de medida cautelar diferente da prisão.


Atendendo parcialmente à representação da Polícia Federal e com parecer favorável do Ministério Público Estadual, o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo acatou pedido de afastamento de função pública e de busca e apreensão na residência e gabinete do atual prefeito de Ilhabela. Da mesma forma, o Juiz Criminal de Ilhabela acatou parcialmente o pedido de prisão, busca e apreensão e afastamento de função de outros envolvidos, sem foro privilegiado.


Operação Prelúdio I

Informações da Polícia Federal indicam que a primeira investigação, iniciada outubro de 2017, comprovou que no início da nova Administração municipal, em 2017, a empresa contratada para os processamentos de resíduos de podas e folhas e da construção civil deixou de processar os resíduos por quatro meses, ocorrendo a rescisão amigável do contrato, possivelmente uma ação combinada para justificar a contratação emergencial de nova empresa, ocorrendo a montagem de um processo administrativo para dar aparência de legalidade a nova contratação. A nova empresa contratada, até então, não possuía equipamentos, pessoal, maquinário, veículos ou qualquer experiência na execução do objeto do contrato, cujo edital exigia empresa especializada.


A empresa contratada omitiu em seu contrato social empresário já investigado na Operação Torniquete, por irregularidades em diversos contratos de obras públicas em São Sebastião. A empresa transferia parte dos pagamentos recebidos pela execução do contrato à conta corrente de um laranja do empresário. Constatou-se ainda transferência de valores desse laranja ao agente público responsável pela fiscalização do contrato.

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