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Política
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Governo de SP anuncia redução no reajuste do gás

Redução maior no aumento será para a indústria e, para o consumidor residencial, passou de 11% para 8%


23 de fevereiro de 2019 às 08:31
Por Da Redação

O governo do estado anunciou na sexta-feira, 22, os termos do acordo entre a indústria paulista e a Comgás para reduzir o reajuste médio no preço do gás industrial de 36% para 23% a partir de 1º de março. O acordo aconteceu após os setores pedirem o auxílio do estado para estabelecer mesa de negociação com a concessionária.

 

Disse o governador João Doria: “Nós vamos reduzir o impacto do aumento do gás no estado, dentro do que cabe ao governo paulista. Uma ação integrada permitirá a redução do aumento de 37% para 23%, a partir de 1º de março. É uma notícia importante nas questões domésticas e para a indústria”.

 

Para a redução no aumento, o governo realizou reuniões ao longo do mês entre as indústrias química, de vidros e cerâmica, a Comgás e a Arsesp (agência reguladora). Na sequência, as empresas fecharam o acordo, oficializado junto à Arsesp.

 

De acordo com o governo do estado, com o ajuste, a diferença será recalculada em maio, quando ocorre a revisão tarifária da concessionária. Estes setores são grandes consumidores de gás na sua produção e algumas indústrias tiveram sua competitividade afetada pelo reajuste.

 

O vice-governador Rodrigo Garcia explicou que 80% do consumo de gás natural é da indústria, por isso Doria teria pedido o foco em 37%. Além disso, "o aumento original para o consumidor residencial era de 11% e foi reduzido para 8%”, detalhou Garcia. “Todos tiveram uma faixa de redução e o [consumidor] industrial, a faixa mais significativa."

 

Para o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, a gestão paulista não perderá receita com a redução menor na tarifa. Ele disse também que o Palácio dos Bandeirantes manterá negociações com a Petrobras ao longo do ano para aumentar a competitividade do setor com tarifas mais baixas. Ele acrescentou: "Cada um cedeu um pouco e encontramos uma forma que atendesse tanto o fornecedor como o mercado, para que as indústrias pudessem continuar trabalhando e investindo e para que o setor de gás também tivesse a remuneração do seu produto. Com relação à Petrobras, o sistema é o mesmo: mesa aberta e transparência".

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