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Prefeito Válter Suman no programa Opinião
Prefeito Válter Suman no programa Opinião Foto: JCN

Guarujá: unidade do AME e festa de Réveillon na praia iluminada estão garantidos

Prefeito Válter Suman conta como andam os trabalhos em alguns setores da administração municipal e diz que a licitação para início da instalação do aeroporto da cidade deve ser aberta ainda em 2018


26 de outubro de 2018 às 10:12
Por Estela Craveiro

Em participação no programa Opinião, da TV Costa Norte, na segunda-feira, 22,  Válter Suman, prefeito de Guarujá, revelou, em primeira mão, ter recebido de Paula Covas, diretora técnica de Saúde da Baixada Santista, a confirmação de que o município terá sua primeira unidade do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), conforme havia prometido o governador Márcio França, candidato à reeleição pelo PSB, o mesmo partido de Suman.

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Ainda sem revelar valores, o prefeito também contou que esteve com Antonio Rugolo Júnior, secretário adjunto de Saúde do estado de São Paulo, e saiu do encontro com a promessa de mais recursos para a Operação Verão: “Conseguimos ampliar os repasses para toda a região metropolitana da Baixada Santista”. Em janeiro de 2018, Guarujá recebeu R$ 450 mil; ele lembra: “O aporte vai em especial para a saúde pública, pelo volume de pessoas que frequentam nossa cidade no verão”.

Festas iluminadas

Suman informou ainda que já tem os recursos garantidos para uma grande festa de Réveillon na praia, com queima de fogos de artifício por 14 minutos, em cinco balsas, e que o trabalho está a todo vapor para que Guarujá tenha um Natal muito iluminado. 

Ele se refere não só à iluminação das ruas, que estão recebendo nove mil pontos de luz, após “dois anos e meio sem qualquer manutenção da rede” e muitos problemas com roubo de fiação, já reduzidos após identificação de receptadores de outras cidades.

O prefeito fala também da iluminação ornamental que já está instalada 60% na praia das Astúrias, e, a seguir, será implantada na praia da Enseada e depois na praia de Pitangueiras: “Acredito que, até o fim de dezembro, a  orla estará toda com iluminação em LED (diodo emissor de luz), para dar um brilho especial ao nosso Natal e  ao nosso Réveillon”.

Metas e aeroporto

 A iluminação é fundamental para a segurança e, na visão do prefeito, para atrair novos investidores para o município, essenciais para aumentar a geração de emprego e renda. Tão importante quanto isso, para atingir tal objetivo, e meta prioritária de sua administração, é tornar Guarujá um município livre da sujeira, o que depende também dos moradores: “Desde o início da nossa administração tem sido uma obsessão manter a cidade cada vez mais limpa”.

Isso inclui a desobstrução de bocas de lobo e canais, que, segundo moradores disseram a ele, não era feita há  15 ou 20 anos: “O impacto das chuvas recentes já foi reduzido. Não são soluções definitivas, claro. Existem outras, que demandam grandes investimentos e que vão diminuir o problema de forma significativa. Mas é importante, e não tem custo, desenvolver a consciência ambiental do povo”.

Outro projeto importante da administração Suman é a criação do aeroporto de Guarujá: “Estamos conduzindo de maneira firme, dialogando muito com a Secretaria de Aviação Civil e a Aeronáutica. Tem todo um planejamento e o governo se predispôs a conversar com o Departamento Aeroviário de São Paulo, o Daesp, que administra a construção e a reforma de aeroportos no interior do estado. Os recursos para esse pontapé inicial são estimados em R$ 20 milhões”. O prefeito avalia que o processo licitatório deva ser iniciado ainda em 2018, e há probabilidade de que as operações comecem em 2019.

Finanças

Não obstante o desenvolvimento de planos de ação nos setores de educação; saúde; habitação, com o duplo desafio da falta de moradias e das invasões; e de segurança, incluindo a criação de uma “muralha de câmeras” em torno da cidade, a exemplo dos municípios paulistas de Guararema e Indaiatuba, Válter Suman enfrenta adversidades financeiras.

Paralelamente às dívidas herdadas da gestão anterior, da ordem de R$ 100 milhões, a administração enfrenta inadimplência dos munícipes. Apenas nos primeiros nove meses de 2018, os cofres municipais deixaram de receber R$ 99 milhões de IPTU. A opção da prefeitura é lidar com o problema à base de cobrança amigável e oferecer a opção do Refis, programa de parcelamento de dívidas, apenas para entidades filantrópicas.

A estratégia para gerir o caixa municipal é equilibrar as despesas da administração e pagar as parcelas das dívidas do município, que foram reduzidas de R$ 5,2 milhões para R$ 4 milhões por mês: “O que conseguimos economizar estamos aplicando para poder, por exemplo, entregar uniformes e kits escolares. Na realidade, não seria uma obrigação legal do município. Mas 35 mil alunos na rede dependem disso”.

Suman observa que contribui para a condução dos trabalhos o acordo estabelecido com o prefeito santista Paulo Alexandre Barbosa: “Equalizamos a questão do ISS do porto de Santos, o que deu um fôlego para a gente poder manter o município funcionando e resgatar a cidade perdida, também com recursos da União, do estado de São Paulo, do Dade e de emendas parlamentares”.

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