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Política
Rosana Valle no cenário do Café da Manhã
Rosana Valle no cenário do Café da Manhã Foto: Estela Craveiro/JCN

Rosana Valle quer fazer história na Câmara dos Deputados

A jornalista que acaba de se eleger deputada federal pelo PSB garante que não será apenas mais uma em Brasília; ela é um dos dois únicos parlamentares eleitos da Baixada Santista para o Legislativo federal


19 de outubro de 2018 às 13:47
Por Estela Craveiro

Eleita deputada federal pelo PSB, com 106.100 votos de municípios da Baixada Santista e do Vale do Ribeira, a jornalista Rosana Valle já começa a frequentar o Congresso Nacional, para ir se adaptando ao seu novo cenário de trabalho, e está muito animada com o novo desafio: “Não vou ser mais uma em Brasília. Tenho a meu favor uma carreira jornalística que me deu muita experiência. Eu sei o que as pessoas querem saber. Elas querem estar por dentro do que acontece na política. Querem prestação de contas de quem elegeram. Sou muito focada e determinada. Vocês ainda vão ouvir falar muito de mim”.

Na avaliação da deputada estreante, “os deputados estão na Câmara para votar leis, fiscalizar o cumprimento das leis e trabalhar por sua região”. Ciente do risco de passar omissa no meio de 513 parlamentares, ela já se articula visando fazer parte de comissões que tenham a ver com as vocações das cidades que a elegeram e com sua carreira jornalística, como as das áreas de turismo, transporte e, especificamente, aviação.

Em participação no programa Café da Manhã, da TV Costa Norte, na sexta-feira, 19, Rosana falou sobre sua campanha eleitoral: “Foi muito olho no olho, gastei muita sola de sapato e tive muitas reuniões com eleitores. Meu marqueteiro foi meu filho de 17 anos, que fez todos meus vídeos. E trabalhei muito nas redes sociais, com quase 100 mil seguidores”.

E falou também sobre propostas que recebeu pelo caminho: “Tinha gente que me dizia, olha, sou a liderança xis de tal lugar, quanto vai me dar para eu apoiar você? Eu respondia que não quero ganhar a eleição desse jeito. Apertava a mão e até logo. Queria ganhar para fazer política do jeito certo. Estou entrando pela porta da frente, serena, tranquila”.  

Rosana comentou ainda as sensações que experimentou ao chegar a locais como feiras e se deparar com muitas bandeiras e cabos eleitorais de concorrentes: “Eu pensava nossa... Acho que não vou ser eleita...”. Mas, ao mesmo tempo, recebia mensagens e telefonemas de pessoas que nem conhecia e relatavam estar distribuindo seus santinhos em locais públicos.

A deputada não perdeu a oportunidade de se posicionar abertamente sobre coisas que julga grandes mazelas da política brasileira: “Na época da eleição, deputados e candidatos de outros lugares vão para as cidades para trocar votos por emendas. Compram vereadores e as lideranças com promessas de verbas de emendas parlamentares. As emendas são feitas com dinheiro deles ou com o nosso? É com o nosso. Então deputado não faz mais nada do que a obrigação de direcionar emendas para as cidades onde foi votado. Essa é uma prática comum e feia, se perpetuar no poder com o nosso dinheiro. Temos que mudar isso. Essa política velha tem que acabar. Deputado é um servidor público”.

Ela será um dos dois únicos parlamentares que a Baixada Santista terá na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro de 2019, a despeito de a região ter 1,3 milhão de eleitores. O outro é Júnior Bozella (PSL). Rosana acredita que isso dá um peso maior à obrigação de pleitear investimentos federais para a região, outra função importante dos deputados federais: “Aumenta minha responsabilidade, mas também tira de mim a responsabilidade de representar o estado de São Paulo todo. Não fiz campanha em outras cidades, mas somente naquelas em que tenho certeza de que conheço os problemas e vou trabalhar por elas”.

Outra tarefa importante da nova legislatura na Câmara dos Deputados será a reforma política: “Sou contra a reeleição para cargos no Executivo e no Legislativo, talvez com mandatos de cinco anos. Vamos ter que estudar todas essas pautas da reforma política que estamos querendo tanto e foi desconfigurada no ano passado. Temos 35 partidos. Que ideologias podemos ter com tantos partidos?”.

Rosana agradeceu especificamente aos 879 eleitores que votaram nela em Bertioga: “Tenham a certeza de que ao final de quatro anos vou deixar uma história na política ainda mais bonita do que a minha história no jornalismo. Se depender de mim, o tempo da velha política terminou. Entro com o coração aberto, com sabedoria, com honestidade, e chamo vocês para estarem comigo. Isto é o eu peço. Vem comigo nesse mandato que nós vamos fazer história. Eu vou honrar o seu voto”.

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