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Geraldo Alckmin no Clube dos Portuários | Autor: Imagens de André Cardoso, edição de Thiago Ribeiro
Geraldo Alckmin em encontro com lideranças e militância no Clube dos Portuários, em Santos
Geraldo Alckmin em encontro com lideranças e militância no Clube dos Portuários, em Santos Foto: Estela Craveiro

Em Santos, Alckmin promete que o FGTS renderá a inflação mais juros

Candidato à presidência da República afirmou que o próximo presidente não pode ser mais um problema e que o Brasil voltará a ser um país de oportunidades


13 de setembro de 2018 às 17:43
Por Estela Craveiro
Geraldo Alckmin em encontro com lideranças e militância no Clube dos Portuários, em Santos
Geraldo Alckmin em encontro com lideranças e militância no Clube dos Portuários, em Santos Foto: Estela Craveiro

Alckmin posa para selfies com a plateia
Alckmin posa para selfies com a plateia Foto: Estela Craveiro

Políticos de Bertioga no palco do encontro de Alckmin com lideranças e militância em Santos
Políticos de Bertioga no palco do encontro de Alckmin com lideranças e militância em Santos Foto: Estela Craveiro

Alckmin em coletiva após o encontro com lideranças e militância
Alckmin em coletiva após o encontro com lideranças e militância Foto: André Cardoso

O encontro do presidenciável Geraldo Alckmin com líderes políticos e militantes da Baixada Santista, no Clube Portuário, na noite de segunda-feira, 10, foi um grande palanque para candidatos regionais do PRB, PTB, PP, PR, DEM, PPS, PSD e SD, que, com o PSDB, formam a coligação Para Unir o Brasil. Prefeitos de Santos, Cubatão, Bertioga, Ilha Comprida e Peruíbe revezaram-se ao microfone com candidatos a deputados estadual e federal, falando para cerca de seis mil pessoas, até a chegada de Alckmin, que vinha da abertura do evento Santos Export.

Depois de se agachar no palco, para ficar no nível da plateia, e posar para selfies com eleitores, Alckmin foi sintético em seu pronunciamento, de menos de dez minutos, que abrangeu os grandes temas que preocupam os brasileiros. Ele começou angariando aplausos ao mencionar que havia ido à terra do peixe, aludindo ao Santos Futebol Clube, e de Mário Covas, para dizer que aquele era “o encontro do início da vitória”. Prometeu que “o Brasil vai voltar a ser o país das oportunidades”.

O presidenciável elencou a riqueza do subsolo, da agricultura, e da “indústria que faz de sapato até avião”. Enalteceu  “o povo tão trabalhador” e se comprometeu a “resgatar uma dívida que o Brasil tem com trabalhadores e trabalhadoras”. Registrou que recebeu “um documento da estiva”, referindo-se ao estivadores, e disse que fará a “regionalização do porto para beneficiar nossa região”. Afirmou que, se eleito, o FGTS “vai render a inflação mais juros” e prometeu também “fazer justiça aos aposentados”.

Foi, então, ao cerne do maior problema da atualidade, a falta de emprego: “Por que o Brasil não cresce? Falta confiança do investidor para investir, e do consumidor, que tem receio do futuro. Vamos trazer confiança e o Brasil vai voltar a crescer forte e ser terra de oportunidades”. E partiu para as políticas públicas: “Sou médico. Vamos recuperar a saúde do nosso país”. E, na educação, prometeu ações do ensino infantil ao técnico, tecnológico e universitário, a começar por creches e pré-escolas que liberem as mulheres “para poderem ter outras atividades”.

"O Brasil já errou muito"

Para encerrar, pediu ao povo que “vote conosco”, repetiu a frase que mais disse em seu discurso, “vamos trabalhar juntos” e apelou: “Rogo a Deus pela consciência de cada brasileiro e de cada brasileira para que a gente possa ter, no dia 7 de outubro, não a vitória de A ou de B, mas que nós sejamos instrumento do povo para a vitória dos valores do Brasil, do emprego,  da diminuição da desigualdade, da honestidade e do trabalho. À vitória!”.

Em entrevista coletiva após o evento, questionado sobre sua lenta evolução nas pesquisas, Alckmin disse que “a eleição é dia 7 de outubro, até agora é só intenção”; que “em política não se obriga, se conquista”, e que “o povo não quer showman, os brasileiros têm problema demais, o presidente não pode ser mais um problema”. Afirmou que, se eleito, “o Brasil vai crescer 4% no ano que vem”; avisou que irá usar muito a expressão “vamos apertar o cinto” do governo, não o do povo: “Porque é muito fácil fazer ajuste aumentando imposto, com desemprego, inflação, e passando a conta para a população”.

Questionado sobre a amenização do tom de sua campanha eleitoral após o atentado ao candidato Jair Bolsonaro, do PSL, disse que não vai mudar a campanha: “Nós temos que separar bem. Uma coisa é a questão pessoal, um ato covarde, vil, e a nossa solidariedade ao candidato para que se restabeleça o mais rápido possível. Outra coisa é a eleição. Na eleição, vamos definir os próximos quatro anos. O Brasil já errou muito”.


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