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Política
Bertaiolli acha que 65% dos impostos deveriam ficar com os municípios e não com  a União
Bertaiolli acha que 65% dos impostos deveriam ficar com os municípios e não com a União Foto: Estela Craveiro

Marco Bertaiolli é candidato a deputado federal pelo PSD

O ex-prefeito de Mogi das Cruzes começou sua campanha eleitoral por Bertioga, onde participou do programa Café da Manhã, da TV Costa Norte


17 de agosto de 2018 às 16:33
Por Estela Craveiro

Candidato a deputado federal pelo PSD, no fim de 2016, Marco Bertaiolli deixou a prefeitura de Mogi das Cruzes, que comandou por dois mandatos seguidos, com invejável índice de aprovação de 92%, apurado em pesquisa, depois de se reeleger com 82% dos votos dos 310 mil eleitores do município. Ele atribui esses resultados à prioridade, em suas gestões, aos setores de saúde e educação, que pretende continuar mantendo em foco caso conquiste uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Ele  acredita que qualquer investimento em “saúde e educação refletem imediatamente na qualidade de vida das pessoas”, e que “dinheiro público é para investir em educação, a melhor distribuição de renda que um país pode fazer”.

Para a jornada que pretende iniciar em Brasília, em janeiro de 2019, tão importante quanto isso deve ser a representação dos interesses dos municípios frente às maiores mudanças, desde a instituição da Constituição Brasileira, em 1988. A nova legislatura do Congresso Nacional deve realizar as reformas política, trabalhista, previdenciária e, especialmente, tributária. É nesta que Bertaiolli identifica as maiores perspectivas de criação de condições para o desenvolvimento do país, a partir do fortalecimento dos municípios.

Natural de Mogi das Cruzes, com 50 anos de idade, formado em administração de empresas e pós-graduado em gerência de cidades, pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), Bertaiolli começou sua carreira política como presidente da Associação Comercial de Mogi das Cruzes. Foi secretário municipal de Indústria e Comércio; elegeu-se vereador por duas vezes; foi vice-prefeito de Mogi das Cruzes e depois deputado estadual, antes de assumir o comando de Mogi em 2009. Foi presidente do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat), e, atualmente, é vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo, vice-presidente do PSD paulista, e coordenador do PSD no Alto Tietê e Vale do Paraíba.

Na quinta-feira, 16, o primeiro dia de campanha eleitoral das eleições de 2018, Bertaiolli começou sua agenda ao participar do programa Café da Manhã, da TV Costa Norte. Frequentador de Bertioga desde criança, quando descia de Mogi com o pai, a pé, pelas trilhas da Serra do Mar, antes da construção da rodovia Mogi-Bertioga, ele mantém uma residência de praia na cidade, que visita frequentemente.  Conheça as ideias e propostas de Bertaiolli a respeito de temas importantes para a sociedade brasileira.

Distribuição de recursos
"A divisão financeira no Brasil, hoje, é a mesma da época do Império. Vivemos em um sistema em que 40% do preço dos produtos são impostos. São recolhidos e enviados a Brasília, ao nosso ‘imperador’, que, com sua benevolência, redistribui o dinheiro para os súditos. Parece que é um favor. Deputados federais ficam levando emendas de R$ 100 mil, de R$ 200 mil para os municípios, como se isso fosse um favor e fosse resolver alguma coisa. Não resolve nada. É apenas política em cima do dinheiro público. O recurso tem que voltar para o município como obrigação de investimento e não como favor. Já nem deveria ter ido para Brasília. A próxima legislatura vai fazer a reforma tributária no Brasil e mudar esse pacto federativo de  compartilhamento dos recursos dos impostos. Eu quero muito estar lá para defender as cidades. Temos só que inverter a pirâmide. Em vez de 65%  para o governo federal, tem é que  ficarem 65% nos municípios e irem 25% para o governo do estado, e 15%, para o governo federal. Temos que trabalhar para que os prefeitos, junto com as câmaras municipais, possam  fazer os investimentos de que as cidades necessitam, e não ficar com o pires na mão pedindo por favor para rei bondoso mandar um dinheiro. Para com isso. Nós temos é que rever a distribuição dos recursos".

Saúde pública
"O que falta no Brasil não é dinheiro. Costumam dizer que a saúde é cara e não tem dinheiro para atender a todos. Eu discordo. Por exemplo, em Mogi, construí um hospital municipal de sete andares, com 100 leitos, 10 leitos de UTI, sete centros cirúrgicos, o maior com 75m², em um prédio todo sustentável, que ganhou prêmio da ONU, com fonte primária de energia solar, secundária de gás, e só em terceira opção de energia elétrica, com água pluvial captada em uma cisterna de 75 mil litros. Com aparelhos para tomografia computadorizada, ultrassom e todos os exames, equipamentos médicos, móveis e roupas de cama, pronto para funcionar, custou R$ 50 milhões. Na Copa do Mundo de 2014, só para reformar o estádio Mané Garrincha, em Brasília, o Brasil gastou R$ 1,5 bilhão. Daria para construir 30 hospitais".

Investimentos
 "Dinheiro público é para investir em educação, saúde pública, geração de emprego e renda, infraestrutura, água, saneamento básico e asfalto. O resto deixa que a iniciativa privada faça. Tem cabimento a prefeitura de São Paulo ser dona de autódromo?  Vá cuidar de saúde e educação, que é o que nós fizemos".

Rodovias e representatividade
"A Rio-Santos deixa de ser estrada e passa a ser avenida, em trechos urbanos de Bertioga e de São Sebastião, e assim deveriam ser tratadas, com semáforos e passarelas, como via urbana e não como rodovia. A Mogi-Bertioga ganhou segurança, mas não foi duplicada. Vamos trabalhar para demonstrar essas necessidades para os governos estadual e federal. De verdade, para resolver, precisa mesmo é ter força política. Mogi e Bertioga são cidades irmãs. Na eleição de 2014, quantos deputados federais elegemos? Nenhum. Em compensação, os deputados Celso Russomano e Tiririca tiveram 30 mil votos cada um nos dois municípios. Como é que pode? Com todo o respeito, eles não estão olhando para Mogi e para Bertioga. Não podemos cometer o mesmo equívoco de deixar nossas cidades sem representatividade em Brasília. Por isso, sou a favor do voto distrital. Mogi e Bertioga formam um distrito. Temos 645 municípios paulistas. Quem tem votos em todos não tem compromisso com cidade nenhuma".

Saúde em Mogi
"Hoje, a saúde pública no Brasil é uma questão de prioridade e não pode ser o segundo problema na vida das pessoas, depois do primeiro, que é a doença em si. A saúde pública precisa ser resolutiva, integrada.  Existe um jogo de empurra-empurra e quem faz essa integração é o paciente. Está errado. Em Mogi das Cruzes, acabei com essa brincadeira. Todas as unidades de saúde são da cidade. Ponto. Não importa se é hospital do estado ou da prefeitura. O paciente telefona para marcar consultas, exames e cirurgias. Tudo informatizado. Para se ter ideia, não tem fila para exames de tomografia computadorizada. Em São Paulo, leva-se até nove meses para conseguir marcar"

Educação em Mogi
"Construímos 80 escolas em oito anos.  E incluímos escola em tempo integral. Saí do zero e terminei a gestão com 46 mil alunos na rede pública, 28 mil em período integral, com cinco refeições diárias, café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde e sopa antes de ir para casa. E tem que ter acesso ao conhecimento. Criança hoje na escola pública que não estiver estudando redes sociais, informática e inglês vai chegar aonde quando for adulto? Construímos 94 creches, zeramos a fila de espera para crianças de quatro e cinco anos e atendemos mais de 50% das crianças de quatro meses a três anos, que é o que preconiza a lei de diretrizes e bases da educação no Brasil. Investimos e fizemos parcerias com entidades da cidade. Conseguimos abrir vaga em tempo integral para 10 mil crianças de quatro meses a cinco anos. Poderia ser para 20 mil crianças em meio período. Mas achamos importante ser integral para as mães poderem voltar ao mercado de trabalho, se requalificar. Geraldo Alckmin já declarou que usou nosso exemplo para construir creches no estado".

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