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Raul Christiano em sessão solene na Câmara Municipal de Bertioga para concessão do título de Cidadão Bertioguense ao deputado João Paulo Papa
Raul Christiano em sessão solene na Câmara Municipal de Bertioga para concessão do título de Cidadão Bertioguense ao deputado João Paulo Papa Foto: Estela Craveiro/JCN

Raul Christiano busca uma cadeira na Alesp

O coordenador do PSDB na Baixada Santista vê diferencial no maior tempo de rádio e tevê de Geraldo Alckmin e recomenda que eleitores tenham cuidado com os candidatos Xuxa

03 de agosto de 2018 às 13:18
Por Estela Craveiro

O PSDB da Baixada Santista vai para as eleições legislativas com seis candidatos. O jornalista e especialista em políticas públicas Raul Christiano, coordenador do partido na região, é um deles. Em 2002, concorreu a uma vaga de deputado federal, e conquistou 82 mil votos, mas, não se elegeu. Desta vez, ele se candidatou a deputado estadual. Por suas projeções, para se eleger para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), pelo PSDB, serão necessários pelo menos 70 mil votos, mas ele  pretende trabalhar para ter 120 mil, o suficiente para eleger um deputado federal pela legenda. Confira algumas de suas ideias e avaliações em entrevista ao jornal Costa Norte.

Como avalia a probabilidade dos seis candidatos do PSDB da Baixada Santista serem eleitos?
Sou candidato a deputado estadual e, para a Alesp, temos também o vereador Augusto Duarte, de Santos, e o deputado Cassio Navarro, que vai buscar a reeleição. Para deputado federal temos o João Paulo Papa, que é candidato à reeleição, a Luci Cardia, de Bertioga, e o Rodrigão do Vôlei, de Praia Grande. Normalmente, há uma preocupação com o número de candidatos do mesmo partido correndo, digamos, no mesmo eleitorado. A região da Baixada Santista é muito representativa em votos, tem mais de um milhão de eleitores. E são candidatos de áreas muito distintas. Alguns são mais localizados em Praia Grande, Santos ou Bertioga. E há também aqueles que têm representação regional, que extrapolam os municípios e avançam para o Vale do Ribeira, para a capital, e para algumas cidades do interior, como é o meu caso. Eu preciso me eleger com os votos da Baixada Santista, eu gostaria de sair eleito da Baixada. Participei de uma eleição, tive 82 mil votos, a maioria no interior, e faltaram os votos da Baixada. Nós temos que nos concentrar regionalmente para trabalhar o voto distrital mesmo. Estou trabalhando para ter 120 mil votos, para estar dentro da margem de eleição.

Qual é a chance desses seis candidatos conseguirem se eleger?
Essa é a meta. A região tem muitas outras opções também. Nossa chapa é muito forte, integrada por cinco outros partidos, que são o PSD, DEM, PP, PTC e o PRB, que estão apoiando o (candidato a governador pelo PSDB) Doria. Vamos trabalhar intensamente para aumentar a representação política do partido na região. Hoje, nós temos um deputado federal e um estadual. Queremos eleger os três estaduais e os três federais.

Como acha que vocês seis vão conseguir conquistar os eleitores da Baixada?
Nós temos um candidato forte (ao governo do estado de São Paulo), que é o João Doria. Hoje, ele lidera as pesquisas. Ajuda quando você tem uma chapa majoritária forte, tanto para governador quanto para o Senado, ao qual nós vamos concorrer com os deputados federais Mara Gabrilli e Ricardo Tripoli. Aí, nós teremos também o tempo de tevê deles, dos majoritários, maiores do que os demais. Então, a nossa legenda, o 45, estará sempre em voga (durante a campanha eleitoral).  A gente acha que isso, em outras ocasiões, nos beneficiou. Nós tivemos aqui na região a eleição de dois deputados estaduais, chegamos a ter até três, e sempre de um ou dois deputados federais. Nós acreditamos que esse fator da exposição forte vai depender muito, a nível nacional, também do desempenho do Geraldo Alckmin (na disputa) para a presidência da República. E o Geraldo crescendo no horário eleitoral, na estratégia de campanha nacional, isso também nos beneficia. Aí, nós temos que trabalhar muito especificamente, tonificando e destacando as ações locais, o que nós fizemos pelas regiões e de que maneira encaramos as soluções para renovação da vida regional, das melhorias de que a região precisa. 

Como deve ser sua campanha?
Atualmente, ainda sou o coordenador do PSDB na Baixada Santista. Eu tenho alguma experiência, tenho uma folha de serviços, de atuação em vários municípios, não só na região da Baixada, mas também na capital e no interior. Minha estratégia será, sem espalhar muito, buscar cobrir essas áreas onde atuei e deixei serviços prestados.

O senhor acha que os eleitores da Baixada Santista consideram mais importante votar em candidatos da região deles do que de outras regiões?
Essa discussão sempre aparece nas eleições. Isso vai acontecer quando tivermos realmente a implantação do voto distrital. Eu defendo o voto distrital misto, inclusive, ele é uma das questões programáticas do PSDB. Infelizmente, quem cuida da reforma política são os deputados e, normalmente, os deputados olham para o seu interesse. Talvez alguns venham a ter algum risco com a mudança no formato do território da escolha. Eu acredito que essa consciência do voto distrital vem sempre depois da eleição, quando o eleitorado chora o fato de não ter elegido os seus representantes. Isso significa uma perda da representação política, perda da força, da voz, de recursos a mais para a região. Há muitos candidatos de outras regiões que buscam apoio na Baixada, acabam comprando lideranças, abusando do poder econômico. São aqueles candidatos Xuxa: na eleição, beijinho, beijinho, depois tchau, tchau.

Nos últimos anos, o senhor percebeu alguma evolução na consciência do eleitorado sobre isso?
A região precisa prestar atenção nos candidatos da região, no histórico de cada um, no que cada um já fez, e qual é a proposta deles para fazer com que a gente possa melhorar a representação regional, tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.   

Como o senhor analisa as chances do PSDB na sucessão estadual?
Hoje, pelo arco de alianças que está sendo formado com partidos fortes, o João Doria é um homem que tem todo o legado do PSDB para defender durante a campanha. Aliado a isso, ele tem uma chapa com partidos que colocaram o melhor da representação política, para defender os 141 candidatos e candidatas a deputado estadual e os 105 candidatos e candidatas a deputado federal. O João Doria é um profissional da área de comunicação, tem uma comunicação muito eficiente com o eleitor. Tudo isso vai nos favorecer muito, à medida que ele for se apresentando à sociedade e relembrando os feitos do PSDB  para a Baixada Santista.

E as chances do partido na sucessão presidencial?
O Geraldo Alckmin, as pessoas até brincam com isso, é um maratonista. Ele vem na mesma toada, na estratégia de diálogo, de conquista de lideranças regionais expressivas do país e vem formando um arco de alianças partidárias, que vai lhe dar o maior tempo de rádio e tevê, que é onde reside a semente, a receita de sucesso do Alckmin nas eleições em que ele já participou e já saiu vitorioso.

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