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Política

Ajustes finais para as eleições

Ainda nesse final de semana serão conhecidos os candidatos à vice-presidência de todos os candidatos presidenciáveis.


01 de agosto de 2018 às 17:22
Por Cláudio Coletti

Faltando apenas 64 dias para as eleições de 7 de outubro, nesse final de semana, os partidos e os políticos concluirão as negociações para a formação de alianças e coligações que vão alavancar as campanhas dos candidatos à Presidência da República, aos governos dos 27 estados, à Câmara dos Deputados, Senado Federal e Assembleias Legislativas. Esses candidatos terão, ainda, até 15 desse mês, para passar pelo crivo da Justiça Eleitoral para saber se atendem às exigências da Lei da Ficha Limpa. O cumprimento dessas normas vai ser acompanhada de perto, com uso de lupa, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Tribunal de Contas da União.

 Os candidatos considerados “ficha limpa”, a partir do dia 16, já poderão iniciar sua propaganda nas ruas, até o dia 4 de outubro. Ainda nesse final de semana serão conhecidos os candidatos à vice-presidência de todos os candidatos presidenciáveis.

  

Últimas decisões

O PSDB realiza nesse sábado, em Brasília, sua convenção nacional, para oficializar a candidatura de Geraldo Alckmin na corrida presidencial. Homologará também a aliança acertada com o Centrão, formado pelo DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, que se juntarão com o PSD (Gilberto Kassab), PTB (Roberto Jefferson) e PPS (Roberto Freire).  Esses partidos, juntos, hoje, somam 180 dos 513 deputados. Contribuirão para que Geraldo Alckmin tenha à sua disposição quase a metade das duas horas diárias do programa eleitoral na televisão e no rádio.

 O PSB realiza sua convenção, também em Brasilia, amanhã dia 5, o último dia para as convenções. A legenda está dividida, com três caminhos a seguir: apoiar Ciro Gomes,  abraçar-se com o PT ou manter neutralidade em âmbito nacional, mas liberando os Diretórios Regionais a tomar a posição que melhor lhes convier no atual momento político. Qualquer que seja a posição aprovada na convenção, o partido sairá rachado.

Depois de perder o apoio do PR e PRB, Jair Bolsonaro (PSL) está tentando o apoio do PROS. Sozinho, o ex- militar do Exército tenta aumentar o tempo na tevê e no rádio, que, hoje, dispõe de apenas 7 segundos. Se fechar aliança com o PROS, Bolsonaro disporia de mais 16 segundos de propaganda, passando para 23 segundos.

Esta notícia não é falsa, não. A cúpula do MDB, por causa da alta rejeição popular do presidente Michel Temer (chega a 90%), pediu-lhe para que não se apresente em qualquer evento eleitoral do partido. E para evitar o constrangimento das vaias.

PT fechado com Lula

O PT continua com sua disposição de criar grande confusão no cenário político nacional. Mesmo com Lula preso, em Curitiba, sua candidatura presidencial foi oficializada, sabendo os petistas que Lula está inelegível por não atender às exigências da Lei da Ficha Limpa. A estratégia de Lula é levar sua candidatura, através de recursos protelatórios, até 17 de setembro, limite para a Justiça Eleitoral bater o martelo sobre as inelegibilidades. Aí, então, com a declaração de que Lula estará fora da disputa eleitoral, o PT colocará em funcionamento seu plano B, que consiste em substituir Lula pelo ex-prefeito da cidade de São Paulo Fernando Haddad. Sobrará um enorme abacaxi para o TSE descascar, faltando apenas 20 dias para as eleições.

 

Gestores “ficha sujas”

O Tribunal de Contas da União encaminhou ao Tribunal Superior Eleitoral uma lista com 7,4 mil gestores que tiveram suas contas julgadas irregulares para fins eleitorais. Entre os listados estão prefeitos, deputados e gestores públicos, que poderão ser enquadrados na Lei da Ficha Limpa. Na hipótese de alguns deles tentar participar das eleições de outubro, o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, destacou que o levantamento do TCU é fundamental para proporcionar uma eleição limpa e transparente. “Ficha suja” está fora do processo democrático. Vamos fazer uma análise célere desses casos e repassar as informações para os partidos, as coligações e o Ministério Público”- afirmou o ministro Luiz Fux. O Maranhão lidera o ranking, com 662 contas reprovadas, em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 616, São Paulo, com 572, e Minas Gerais, com 485.


Devolução de recursos

 A procuradora-geral da República, Raquel Dolge, anunciou que o Ministério Público Federal vai atuar de forma “firme, moderadora e presente " para evitar que políticos "ficha suja" participem das eleições desse ano. Destacou que os candidatos que se tornarem inelegíveis vão ter que ressarcir aos cofres públicos os recursos que receberam do governo, através dos partidos, para bancar suas campanhas.

Raquel Dodge informa ainda que a PGR acompanhará de perto a execução da regra, pelos partidos, que destina 30% dos recursos públicos destinados a ele para as campanhas de mulheres candidatas. A atuação da PGR acontecerá junto à Justiça Eleitoral, nas esferas estadual e federal.


Temas polêmicos no STF

Depois de um mês de férias, o Poder Judiciário retomou seus trabalhos na quarta-feira, 1º O Supremo Tribunal Federal terá pela frente, já nas próximas semanas, uma série de assuntos polêmicos, que poderão exercer influência no processo eleitoral. Na pauta da sessão da próxima quarta-feira, dia 8, o aumento de salário para os magistrados, com poder de impactar as contas públicas. Outro julgamento pautado, de grande repercussão, é sobre o recurso apresentado pela defesa contra a prisão do ex-presidente Lula. Ainda na pauta da Suprema Corte, a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, assunto que provoca divergência nacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

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