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Luci Cardia tem na bagagem anos de experiência como gestora pública em Bertioga
Luci Cardia tem na bagagem anos de experiência como gestora pública em Bertioga Foto: Estela Craveiro/JCN

Luci Cardia é pré-candidata do PSDB a deputada federal

Planejamento familiar e reformulação de leis que existem, mas são pouco funcionais, estão entre os planos de trabalho dela em Brasília


27 de julho de 2018 às 16:49
Por Estela Craveiro

Cursando serviço social na Universidade Paulista, em Santos, Luci Cardia é a única candidata do sexo feminino que representará o PSDB da Baixada Santista nas eleições para a Câmara dos Deputados. Ela traz na bagagem experiências de gestora pública nas últimas administrações de Bertioga, como coordenadora do Hospital Bertioga e do Centro de Especialidades Médicas, como diretora de proteção básica e diretora de proteção especial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda de Bertioga. E também já foi candidata a vereadora da cidade, em 2012, pelo PR, e em 2008 e 2016 pelo PSDB.

Por que você quer ser deputada federal?
O PSDB pediu que eu disponibilizasse meu nome para ser candidata. Concordei. Tenho experiência em gestão pública e posso ajudar muito nosso município e o Brasil. Tenho convicção de que posso fazer a diferença. Trabalho muito, gosto do que faço, e vejo que a gente pode mudar muita coisa. Deputados podem alterar leis. Tem muita lei que você vê que não funciona, principalmente nas áreas de saúde e assistência social.

Em termos financeiros, como deve ser sua campanha?
O PSDB terá uma reunião sobre isso, depois da convenção. Disseram que nós, mulheres, agora temos direito ao fundo partidário. Não sei ainda como funciona. Mas o que eu preciso é só material e combustível, mais nada. Toda vez que saio candidata, é ir na rua com material e conversar com o povo. É isso o que vou fazer. Olho no olho mesmo, visitar as pessoas. Elas precisam conhecer a gente, gostar, confiar. E, claro, vamos conversar com várias lideranças do partido. Pretendo trabalhar só na Baixada Santista.

Se eleita, qual será sua plataforma de trabalho?
Sempre me pautei pela dignidade social. Se a gente der dignidade às pessoas vulneráveis, escola, habitação, saneamento básico, saúde e capacitação profissional, tudo vai mudar. A gente não precisa de obras faraônicas. No momento, tem que priorizar a educação. A pessoa crescendo com educação, o futuro vai ser melhor. Inicialmente, vou trabalhar nisso. Outra coisa que a gente pode fazer é melhorar as leis. Elas estão aí para funcionar, mas isso não acontece, muitas vezes por causa de alguns erros.

Como pensa em usar as verbas das emendas legislativas?
A gente tem que mandar sempre verbas para saúde, para contratar pessoas e para manutenção de equipamentos.

Qual o tema social que mais chama sua atenção?
Acho polêmico, mas muito importante, o planejamento familiar. É determinado por uma lei, que eu acho que dá para ser alterada. A mulher tem quatro ou cinco filhos e quer fazer a ligadura de trompas, para não ter mais. Aí é muito complicada a aprovação dessa cirurgia.  Isso tem que melhorar. Os postos de saúde têm que abrir mais para o planejamento familiar, cumprir a lei. Por exemplo, em Bertioga temos cinco UBS e só uma paciente por mês consegue fazer essa cirurgia em cada uma delas. Aqui nascem 120 crianças por mês. Com planejamento familiar, esse número diminuiria. A mulher tem direito ao DIU (dispositivo intra-uterino, método contraceptivo), mas os postos de saúde não divulgam isso.  A lei existe, mas o processo é muito burocrático.

De quantos votos você precisa para se eleger?
Muitos, uns 100 mil.

Você acha que conseguirá se eleger?
É um desafio. Temos que ter deputados daqui, para fortalecer nossa cidade, porque vem muita gente de fora pedir votos aos nossos eleitores. Se conseguir, será muito bom. Se não conseguir, vou me fortalecer. 

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