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Política

Alckmin e França encerram Congresso Estadual de Municípios

Primeiro ato de Márcio França como governador aconteceu em Santos, no sábado, 7


09 de abril de 2018 às 18:06
Por Marina Aguiar
O governador do Estado de São Paulo, Márcio França, durante congresso da APM em Santos
O governador do Estado de São Paulo, Márcio França, durante congresso da APM em Santos Foto: Ciete Silverio

O primeiro compromisso oficial de Márcio França (PSB) como governador do estado de São Paulo aconteceu na Baixada Santista. Ao lado do ex-governador e agora pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB), França encerrou o 62º Congresso Estadual de Municípios, em Santos, cidade em que nasceu.

O encerramento se deu no sábado, 7, um dia depois de Alckmin renunciar ao cargo e transmiti-lo ao vice-governador. O encontro deu um pontapé inicial à campanha de Alckmin para presidente. Além do apoio de dezenas de manifestantes com camisa azul e bateria de escola de samba, o tucano recebeu elogios do presidente da Associação Paulista de Municípios (APM), Carlos Cruz, e de deputados federais e estaduais, como João Paulo Tavares Papa (PSDB) e Caio França (PSB), filho de Márcio França.

Em entrevista Alckmin elogiou as prefeituras e citou a descentralização como premissa de governo. "O governo mais importante é o governo das cidades, está mais perto do povo, vê os problemas da população, ouve a população. Brasil é um país continental que precisa de descentralização. Menos Brasília e mais Brasil! Precisamos mudar o país no sentido de avanços, emprego, renda, oportunidade e estar mais perto do povo", afirmou.

Márcio França

Já França assumiu que sempre sonhou em ser governador. "Quando eu me elegi a primeira vez, lá em São Vicente, como vereador, eu disse para as pessoas que um dia sonhava em ser governador de São Paulo", declarou. "Alckmin se despede de São Paulo para trilhar a sua missão e a gente vai estar aqui completando a missão dele aqui colocando, imprimindo um pouco do nosso nosso jeito, da nossa forma de pensar".

Sobre as possibilidades de implantar suas ideias até o fim deste mandato, França foi realista. "Esse ano é um ano eleitoral. Então você tem uma série de proibições que a legislação não permite que faça, mas a gente vai encontrar a fórmula ou deixar encaminhada a legislação para poder montar logo após a eleição".

Eleições

Uma enquete realizada pela APM com mais de 400 prefeitos paulistas apontou Geraldo Alckmin como candidato mais cotado à Presidência da República e Márcio França mais cotado à governador. "É um incentivo, eu sei que os prefeitos mais tarde vão ter muita influência porque nesse momento as pessoas comuns estão trabalhando ou se virando tentando arrumar emprego, mas mais para frente a opinião de um prefeito, um vereador, de um deputado faz muita diferença".

Questionado sobre o confronto direto com o pré-candidato João Dória (PSDB), França afirmou que o tucano é um amigo com muitas qualidade, mas não cumpre palavra. "Ele disse para mim e diz para todo mundo 'Eu serei o melhor prefeito que são Paulo', mas não teve tempo de ser o melhor prefeito porquê saiu antes de acabar o mandato. Será que ele quer só ser Governador ou tá querendo outra coisa? Dá impressão que sempre está querendo outra coisa, uma ansiedade desnecessária. Eu tenho fé no meu taco e acho que esse é o taco que vai dar certo", finalizou.

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