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Política

Vereadores de Ilhabela cobram mais qualidade para a educação

Marquinhos Guti (DEM) cobra melhores resultados das avaliações para os anos subsequentes.


16 de março de 2018 às 15:08
Por Da Redação

Um dos temas mais abordados pelos vereadores, na sessão da Câmara de terça-feira, 13, foi o investimento em educação. Os parlamentares compararam os orçamentos e os índices de Ilhabela com outras cidades do litoral norte e cobraram a ampliação do quadro de funcionários da Secretaria de Educação, além de ações efetivas para garantir a excelência do ensino.

O vereador Marquinhos Guti (DEM) destacou o crescimento do orçamento da pasta em quatro anos e enfatizou que, esse avanço deve resultar  em melhora nas posições do município nos rankings de avaliação da educação. “Em 2014, a Secretaria teve um orçamento de R$ 45 milhões e, este ano, são R$ 140 milhões”, informou. Segundo o parlamentar, no último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), o município de Ilhabela estava atrás da cidade vizinha Caraguatatuba, que conta com orçamento similar ao arquipélago.

Marquinhos Guti (DEM) reconheceu que o resultado diz respeito a avaliações de anos anteriores e cobrou indicadores melhores para os anos subsequentes. “A secretária vai ter uma responsabilidade a mais para reverter esta situação, pois agora temos orçamentos similares. Caraguatatuba conta com R$ 177 milhões e menos alunos na rede, seis mil em Ilhabela contra 19 mil em Caraguá. Nossa educação tem que melhorar e muito”. Reivindicou agilidade no retorno dos professores à comunidade de Castelhanos, impedidos de chegar por terra por causa da interdição da estrada e mais efetividade na ronda escolar.

O vereador Anisio Oliveira (DEM)  aproveitou a oportunidade para fazer críticas construtivas, como ele mesmo classificou os apontamentos no jornal A Tribuna. Ele falou sobre a falta de funcionários para realizar serviços de manutenção, atribuição das salas de aula para professores, convocação dos aprovados no concurso para vagas de auxiliar para a primeira infância (API) e resolução do impasse sobre os professores e funcionários municipalizados. “Tenho percorrido as escolas pela cidade e percebido a falta de funcionários. Outro ponto é a questão dos professores, muitas salas de aula ainda não foram atribuídas. Na última semana, foram convocados 30 APIs, mas são apenas para repor as que estão saindo, o déficit vai continuar”.

Aproveitando o gancho da comparação com Caraguatatuba, o vereador argumentou que, atualmente, a cidade investe em média R$ 1.670 por aluno, enquanto a cidade vizinha gasta R$ 780. A falta de atendimento no Centro de Apoio Pedagógico de Ilhabela (Capi) também é motivo de preocupação para o vereador. “Os alunos não estão sendo acompanhados e se perderem um ou dois meses podem perder o ano, porque já têm uma dificuldade pedagógica. Isso é preocupante”, alertou.

O vereador Gabriel Rocha (SD), líder do Governo na Câmara, rebateu alguns comentários e destacou informações, especialmente, em relação ao número de APIs por aluno, trazidas pela secretária de Educação Yeda Lopes, presente à sessão. “Existe um cronograma a ser cumprido, e as primeiras 30 APIs já estarão trabalhando no dia 23. A recomendação do Ministério da Educação é que crianças de 0 a 2 anos tenham um adulto para cada seis alunos, em Ilhabela temos um API para cada cinco crianças; aos 3 anos, um adulto para cada 15 crianças, temos um para cada 8 a 10 crianças; aos 4 anos, um adulto para cada 20 crianças, a secretaria disponibiliza um adulto para cada 12 a 15 alunos. Em todas as situações, estamos acima da recomendação do Ministério da Educação”, garantiu. O parlamentar ainda informou que a prefeitura   providencia a reforma e adequação de duas creches construídas na gestão anterior, que não estão em acordo com as especificações do MEC.

Controle de pessoas em Ilhabela

O vereador Gabriel Rocha (SD) voltou a falar sobre o problema do crescimento desordenado enfrentado pelo município. “Daqui a dez anos não vai ter água pra gente beber, e como poderemos viver assim? Fiz uma enquete nas redes sociais, sugerindo um controle das pessoas que entram na cidade. Volto a dizer, um controle, não é limitação. Controlar quem vai, para aonde vai, quanto tempo vai ficar. Esse é um mal necessário”, concluiu. A enquete foi respondida por 588 pessoas; destas, 87% são favoráveis ao controle. “É bom senso, somos uma ilha, temos que ter leis específicas. É pra mim, pra vocês, para os seus filhos e para os outros que estão por vir”, garantiu.

Recurso federal para saúde

O vereador Mateus Pestana (PCdoB) comemorou a liberação de uma emenda parlamentar no valor de R$ 180 mil destinados a Ilhabela, pelo deputado federal Orlando Silva (PCdoB). “Tenho certeza que este valor será muito bem utilizado pela Secretaria da Saúde”, destacou. O parlamentar agradeceu à prefeitura de Ilhabela pelo atendimento a dois requerimentos nos quais solicitou lombo faixa nas proximidades do Supermercado do Pai, na Barra Velha, e a adequação de um ponto de ônibus na subida do Reino. Lembrou, ainda,  o aniversário de cinco anos de pontificado do papa Francisco.

Novos carros para transporte de pacientes

O vereador Marquinhos Guti (DEM) também comemorou a aquisição de quatro carros modelo Fiat Doblô, que reforçarão a frota da Secretaria da Saúde. Por requerimento, Guti (DEM) havia solicitado a compra dos veículos à prefeitura, a fim de dar melhores condições para os pacientes que precisam fazer tratamento fora do município. Na tribuna, o parlamentar enfatizou que solicitará que um dos veículos seja utilizado, exclusivamente, para o transporte de pacientes da oncologia.

Assentos preferenciais no transporte público

 O vereador Evandro Alves Rodrigues, o Vando da Vila (PP), defendeu o projeto de lei de sua autoria, aprovado na mesma sessão, que amplia os assentos preferenciais no transporte público. O parlamentar rebateu algumas críticas feitas pelas redes sociais e deixou claro que a aprovação da propositura não impede que qualquer passageiro utilize os assentos na ausência do público especificado na lei. Ele enfatizou ainda que, se a prática já fosse adotada, não haveria a necessidade de criar um projeto com esse teor.

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