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Política

Márcio França sem apoio do PSDB


22 de dezembro de 2017 às 14:10
Por vanessa
Presidente do partido afirma que pré-candidato ao governo estadual pelo PSBnão deverá contar com os tucanos para as próximas eleições


Pré-candidato ao governo do estado, o vice-governador Márcio França (PSB) não deverá contar com o apoio dos tucanos. A afirmação é do presidente do PSDB-SP, o deputado estadual Pedro Tobias. O tema é motivo de polêmica no partido desde o início do ano.A informação foi concedida a Ribas Zaidan, por telefone, durante o programa Café da Manhã, da TV Costa Norte – 48.1 UHF, na terça-feira, 19.

O PSDB terá candidato ao governo do estado?

Sem dúvida alguma. Tem vários candidatos e tá sobrando o abacaxi para mim, para resolver problema de candidato a governador que vai ser em São Paulo. Hoje, temos quatro candidatos, e quatro candidatos bons. Temos: João Dória, José Serra, Luiz Felipe D'AvilaNovatto, e tem o secretário de promoção social de São Paulo [Floriano Pesaro].Vamos ver para frente...

Isso não vai causar um frisson? Porque Márcio França é candidato...

Tem vários candidatos; quem não tem nenhum candidato vai importar um candidato na véspera de eleição. Márcio França é PSB, tem todo o direito dele. Eu não permito, como presidente estadual de partido, o PSDB ficar sem candidato a governador.

Então Marcio França não é candidato a governador com o apoio do PSDB?

Não, não. O PSDB vai ter candidato!Nós temos 30 anos no governo de São Paulo, elegemos maioria de prefeitos, como vamos ficar sem candidato? Sempre estou trabalhando com Márcio França para apoiar a gente. Se quiser sair, bem-vindo, sai primeiro turno, e segundo turno, certeza, vai apoiar a gente.

Isso você está supondo que nem vai para o segundo turno, se sair?

Não, vai! Eu não critico ele, tenho muito respeito por ele, de outro partido; ele vai assumir o governo agora em abril, mas abrir mão para ele, não.

Geraldo Alckmin entãosai, se desliga do governo do estado para fazer campanha para presidente?

Lógico, não pode ficar governador se vai sair candidato a presidente. Último prazo, fim de março.

Política é para político, né, deputado?

Sem dúvida. Política é para político, medicina para médico. Não adianta eu construir obra. Cada um em um ramo. O meu medo, dá alguma loucura como agora, tipo Bolsonaro da vida, e chegam amadores. Para ser presidente da República, precisa já ter estágio, passar por prefeito, vereador, deputado estadual, federal, governador. Isso é único nosso. O candidato Geraldo Alckmin já tem treinamento. Porque não adianta pegar alguém que, depois que chega no cargo, vai pensar no que fazer. Precisa já ter experiência, saber o que vai fazer. Senão, como deu Collor da vida, vai dar outro, Dilma também deu o que deu o governo dela. Foi cassada porque foi incompetente ao governar ao país.

O senhor acha que o PSDB tem capilaridade no país inteiro para sustentar uma campanha ou terá que fazer coligações como, por exemplo, com o PMDB?

Não precisa só com o PMDB. Hoje, infelizmente, se não faz essa reforma política, acaba essa coligação e sem coligação ninguém governa. Porque temos quase 30 partidos,todos têm deputados, precisa fazer coligação com esses partidos, estamos correndo atrás desses partidos, de menor até maior. O PMDB é incluído no rolo. Lógico, o tempo de televisão deles vale ouro. Mas falar só com o PMDB, não. Geraldo é aberto para ser candidato de centro, nós não somos radicais, nem para a esquerda nem para a direita.

O senhor tem cinco mandatos como deputado, foi vereador, conhece bem o sistema político. Qual seria a reforma ideal da política para o Brasil?

Eu acho que precisamos fazer voto distrital. Baratear custos, eleitor conhece o eleito e candidato conhece eleitor.

Então o senhor acha que um distrital puro, não distrital misto...

Distrital puro. A Alemanha tem distrital puro e funciona às mil maravilhas.

Quando o PSDB fecha a questão sobre o candidato ao governo do estado?

Eu acho que precisamos resolver primeiro a candidatura de presidente, depois vamos sair para governador.

Mas não está definido? Não é o Geraldo Alckmin?

Não, não, precisa oficializar.

Presidente do partido afirma que pré-candidato ao governo estadual pelo PSBnão deverá contar com os tucanos para as próximas eleições

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