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Política

Caraguá: Grandes obras previstas para 2018


16 de dezembro de 2017 às 11:18
Por mayumi
Prefeito José Pereira de Aguilar Júnior fez balanço do primeiro ano de mandato, em entrevista ao jornal Costa Norte: regularização fundiária é a principal conquista de 2017


Quero poder ajudar mais a cidade e a macrorregião. Meus sonhos e planos, coloco-os nas mãos de Deus. Eu gostaria de um dia, quem sabe, ser deputado”


 

Faça, por favor, um balanço deste primeiro ano de mandato como prefeito de Caraguá.


Tivemos bastantes desafios. O orçamento foi feito pela antiga administração e tivemos que adequar. Começamos a colocar em prática várias ações do programa de governo, mas acredito muito no ano que vem. Na Saúde, por exemplo, melhoramos a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e temos o desafio de estreitar o relacionamento com a Casa de Saúde Stella Maris, para reabrir o pronto-socorro lá. Autorizei a ampliação do número de leitos deste hospital. O programa de regularização fundiária hoje é um sucesso. Temos mais de seis mil pessoas que aderiram ao Regularize Caraguatatuba, uma oportunidade de o cidadão acertar seus impostos. Começou com o IPTU e se estendeu a outros tributos. Nos anos anteriores, quem queria pagar suas dívidas, tinha que ser no máximo em 12 vezes. Este ano, parcelamos em até 24 vezes e também parcelamos os honorários advocatícios. E tem a questão dos quiosqueiros, que vivem inseguros, juridicamente, por seus comércios estarem em área da marinha. Já enviamos a documentação para a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) e vamos assinar um convênio. A prefeitura vai administrar a orla, e o objetivo é entrar com a regularização dos quiosques, como propõe o Ministério Público. Este ano, regularizamos dois quiosques na Massaguaçu e foi positivo. Vamos manter os quiosques que têm hoje. Uma palavra que resume este primeiro ano é: regularização, em todos os setores.


Quais as maiores conquistas desse primeiro ano de mandato?


Foi a Regularização Fundiária. Depois, foi a parceria com o servidor público, que está mais motivado. São eles que carregam a prefeitura. A limpeza pública e a coleta seletiva, que hoje são sucesso e atinge todos os bairros, são outra conquista. E acabamos de assinar um contrato de R$ 4,5 milhões, com verbas próprias, para pavimentar ruas nos bairros Pegorelly, Perequê Mirim, Morro do Algodão, Ponte Seca, Casa Branca, Barranco Alto e outros, que já têm rede de esgoto instalada.


Caraguá está implantando o Parque Municipal Juqueriquerê? Qual a importância para a cidade?


É para preservar o meio ambiente. Este projeto veio da antiga administração e recebeu verba do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), e começamos a executar. Primeiro, foi feito o cercamento da área. Temos muito mais a fazer. Este é nosso maior rio navegável do litoral norte. Iniciamos um processo de licenciamento ambiental do enrocamento (obra para regularizar as margens de rios, pra evitar erosões e assoreamentos), que vai melhorar a questão náutica, pois os barcos vão poder entrar e sair do rio a hora que quiserem. As marinas vão poder trabalhar 24 horas. Hoje, são cerca de 800 pessoas que vivem do rio, entre náuticas e comunidade pesqueira. Queremos ter 1.500 pessoas vivendo do rio. Vai melhorar também os problemas com enchentes. E está no nosso PPA (Plano Plurianual), a construção de um parque onde as pessoas participem com atividades culturais, educação ambiental, façam caminhadas. O enrocamento do Juqueriquerê é um grande projeto para os próximos anos.


Qual sua avaliação sobre os principais problemas na Saúde?


A gente quer demais voltar a ter o pronto-socorro na Casa de Saúde Stella Maris. Temos pedido recursos para deputados, e conseguimos cerca de 3 milhões destinados ao hospital. As irmãs que administram o local estão relutando um pouco para ter o PS lá dentro. A ideia é sempre de parceria. Enquanto isto não sai, estamos trabalhando bem na UPA com quatro médicos, mais um emergencista. Para a temporada, colocamos um médico a mais. O desafio do próximo ano é colocar mais profissionais para atender a população nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). Temos 24 equipes de ESF (estratégia da saúde da família). Estamos com um chamamento por edital para a nova organização passar a administrar 29 equipes. Esta é uma forma de acompanharmos o crescimento da cidade. Está em reforma a UBS da Massaguaçu, que queremos que funcione 12 horas noturno. E temos que aumentar o número de agentes de saúde. Fizemos muitos mutirões de mamografia, eletrocardiograma e outros exames. Temos o desafio de terminar a UPA na zona sul, cuja empresa abandonou a obra e aguardamos a decisão do judiciário para dar continuidade. Temos previsto a construção da uma UBS no Getuba e, outra, no Sumaré, esta última em parceria com o governo do estado. Já o Hospital Regional tem previsão de entrega para julho de 2018. Será um hospital de portas fechadas, de referência para nós.


O que a administração faz para gerar mais emprego?


Estamos tentando desburocratizar a vinda de empresas para a cidade. A grande luta é para que as empresas contratem pessoas daqui. Buscamos parceiros como Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Nacional), e tivemos 34 pessoas formadas em técnico de manutenção de ar condicionado. Tivemos 64 pessoas capacitadas, em parceria com o Sindicato dos Hoteleiros, em cursos de camareira, bartender e garçom. Destes, 70% já estão no mercado de trabalho. Além disso, o Fundo Social de Solidariedade tem projeto de padaria artesanal e outros de geração de renda. Tivemos o polo da construção civil com duas turmas, e estamos capacitando para as empresas não precisarem trazer pessoas de fora para trabalharem na cidade. E para o ano que vem, teremos concurso público, com certeza. Precisamos de AAE (agente de apoio escolar), já chamamos todo o limite, entre outros profissionais.


Qual sua avaliação sobre o transporte público urbano?


Temos cobrado a empresa Praiamar diariamente e multamos quando atrasam ônibus ou transgridem regras. A população pede novos abrigos de ônibus e a licitação acabou de acontecer. Para o primeiro semestre de 2018 teremos novos pontos. A concessão da Praiamar é de 15 anos e vai acabar em 2022. A prestação do serviço de transporte público urbano melhorou bastante este ano com o bilhete único. Estamos fazendo o recadastramento dos idosos. Esta é uma maneira de conhecê-los melhor e dar boas condições para os idosos se locomoverem.


O que podemos esperar para o segundo ano de mandato?


Bastantes obras, além da pavimentação, com um pacote de R$ 4,5 milhões, fizemos uma parceria com o Dersa (Desenvolvimento Rodoviário), que deu as pedras da abertura dos túneis para britarmos e colocarmos nas ruas não pavimentadas da cidade, e sem rede de esgoto. Temos a obra do Morro do Camaroeiro, que acabei de assinar, e saiu o edital de licitação. Teremos duas novas creches, uma no Pedorrelly e, outra, no Golfinho. E todas as obras do governo passado, vamos concluir. Vamos construir uma prefeitura nova no centro. Tem um local em vista. Atualmente, gastamos R$ 160 mil por mês com imóveis alugados para diversas secretarias. Se conseguirmos colocar 70% das secretarias no prédio, já ajuda bastante. Temos secretarias com prédios próprios como a de Educação, o Turismo, e estas vão continuar no mesmo local. Vamos conseguir mais rendimento e dar melhores condições de trabalho aos servidores públicos. Não temos projeto definido, nem prazo para iniciar as obras. Mas eu quero trabalhar muito lá ainda. A Secretaria de Planejamento identificou a real necessidade de cada secretaria e o número de servidores que deverá trabalhar no novo prédio. O projeto de reestruturação administrativa da prefeitura, vamos enviar à Câmara o ano que vem. Mas na obra, já estamos prevendo esta reestruturação. Penso na mobilidade urbana e nos comerciantes da região central que vivem do servidor. No térreo, teremos uma espécie de Poupa Tempo municipal.


Como o senhor lida com a oposição?


Têm dois tipos de oposição, pessoal (não tenho), já administrativa, tenho. As pessoas me cobram, até porque a eleição foi decidida por 37 votos de diferença. Encaro a oposição como uma maneira de acertar mais. Têm “uns chatos” que não dou crédito, porque torcem pra ficar cada vez pior. Mas quando tem uma oposição construtiva, eu paro, avalio. Este final de semana, por exemplo, li uma crítica no Facebook, e a pessoa tinha razão. Eu interiorizo e já mandei resolver. Respeito muito os vereadores. A independência dos poderes é bem bacana. Temos o vereador Celso Pereira, que passou por uma cirurgia meses atrás, e eu fiz questão de ligar pra ele. Tem vários pedidos dos vereadores que acabamos atendendo.


Como conciliar a família com a vida pública?


Aí mexeu na ferida. É o grande desafio de estar com a família. Fui eleito para administrar a cidade, então, converso com minhas filhas de 5 e 7 anos. Os finais de semana geralmente são delas. Quando estou com elas, tento “estar” com elas. E a Samara, minha esposa, é minha parceira, está comigo diariamente, e isto ajuda. Hoje, por exemplo, a Samara tem agenda à noite, e é meu dia de pai, de ficar com elas em casa à noite, dar banho, colocar pra dormir. Os valores que guiam a minha vida são: paz, bênção e saúde. É isto que desejo para todos. Eu amo o que faço. Acordo todo dia cedo e com vontade de trabalhar. Dedico-me. A cidade tem que andar e procuro não centralizar. Meus pais são meus conselheiros. Idolatria só a Deus. Minha maior conselheira é a Samara, que me incentiva e me apoia.


Bruna Vieira – Agência Gentecom

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