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Política

Mourão afirma que déficit da saúde na Baixada aumentou com a crise


23 de junho de 2017 às 11:55
Por Costa Norte
Em entrevista à TV e Jornal Costa Norte, Alberto Mourão, presidente do Condesb e prefeito de Praia Grande, fala sobre a estratégia regional para buscar melhorias para a saúde da região


O atual presidente do Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista) e prefeito de Praia Grande Alberto Mourão tem visitado as Câmaras de Vereadores das cidades da Baixada Santista para convidar os legisladores municipais a participarem de reunião, que ocorrerá no dia 29, às 10 horas, no Palácio das Artes (PDA), para apresentar a Radiografia da Saúde na Região. Com este documento em mãos, os prefeitos dos municípios apresentarão o material para os entes federativos superiores, em busca de mais recursos e soluções metropolitanas para o setor, com o objetivo de oferecer serviços e atendimentos com mais qualidade para a população.

Esta semana, Mourão visitou os vereadores na Câmara de Bertioga e concedeu entrevista exclusiva à TV e Jornal Costa Norte.

No encontro com os vereadores, várias carências da saúde  bertioguense foram apresentadas, principalmente, falta de especialidades e de leitos. A maior parte delas se repete nos outros municípios da região. Por isso a importância da mobilização?

- A gente está aqui cumprindo uma pauta que estabelecemos para o Condesb. Temos problemas crônicos na Baixada como saúde, mobilidade urbana, geração de empregos, habitação e regularização fundiária; estes temas foram estabelecidos como metas dessa gestão e, especificamente, a saúde é que temos como primária. A gente sabe que todas as cidades, as que estão melhor ou pior economicamente,  estão passando por grande dificuldade nesta área.

O desemprego tem agravado este quadro?

- O cidadão tem perdido seu emprego, baixado  sua renda, tem parado de pagar seu plano de saúde, aumentando a população SUS dependente, quer dizer, quem depende do sistema público de saúde. Nos já tínhamos um déficit de capacidade de atendimento na saúde das cidades da Baixada que, automaticamente,  aumentou com a crise.A gente sabe que Bertioga não é diferente, tem um orçamento razoável, mas que não é suficiente para atender as pessoas. Nós estamos preocupados em organizar uma ação técnico-política; levantamos todas as demandas, o trabalho foi feito em cima dessas informações, demandas e custos de cada cidade.

A escassez de leitos de UTI é uma grande aflição da comunidade de Bertioga e de todo o litoral;  como o senhor vê isso?

- Quando você calcula população versus atendimento de média e alta complexidade: leitos de UTI adulto, infantil, neonatal, leitos para oncologia, cardiologia, neuro e traumas, que são as grandes especialidades, a conta não fecha. Temos gargalos em nossa região.Peruíbe e Mongaguá estão com suas maternidades fechadas por falta de condições técnicas e financeiras de suportá-las.

Como o Condesb pretende enfrentar esta grave crise regional?

- Nós queremos fazer uma ação política com vereadores, conselhos de saúde, secretários, prefeitos e todos os responsáveis pela gestão do sistema, e marcar uma reunião com o ministro para mostrar o déficit orçamentário das nove cidades. Com uma pressão mais organizada, tentaremos superar nossas adversidades.

Quando é o próximo encontro?

- Nós vamos realizar uma reunião dia 29 de junho, às 10h, no Teatro Municipal de Praia Grande, onde será feita uma explanação técnica para que toda a comunidade que se interessar possa entender mais o sistema. Após esse momento, realizaremos umagrande caravana para Brasília, com mais de 150 vereadores, prefeitos e deputados estaduais, no sentido de pressionar o Ministério da Saúde por mais verbas.

Região
Alê Morales

Foto: JCN

 

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