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Política

Região pode ter consórcio para aquisição de medicamentos


25 de abril de 2017 às 17:35
Por Costa Norte
Consórcio regional seria usado para a compra de medicamentos, materiais médicos e exames de média e alta complexidade


As cidades da Baixada Santista podem começar a comprar medicamentos, materiais médicos e contratar exames de média e alta complexidade por meio de um consórcio regional. A medida foi debatida na segunda-feira, 24, durante a última reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb), realizada em Itanhaém.

A situação da saúde na região foi analisada por um grupo de trabalho, que resultou nesta proposta, avaliada por pouco mais de uma hora pelos prefeitos da região. O presidente do conselho, o prefeito de Praia Grande Alberto Mourão, explicou: “A proposta de criação de um consórcio regional de compra de medicamentos para poder baixar os custos da aquisição desses remédios e uniformizar os valores para as nove cidades foi vista com bons olhos pelos prefeitos. Desta forma, a autorizei o grupo a fazer contato com o jurídico para saber do procedimento que deve ser seguido, já que terá personalidade jurídica específica”.

Além de remédios, o consórcio seria responsável também pela aquisição de materiais médicos e exames na área de média e alta complexidade. Durante o encontro, outras medidas também foram abordadas, como o mapeamento dos leitos de alta complexidade - quantos deveriam existir na Região e onde poderiam ser instalados, a necessidade de leitos de retaguarda de UTI neonatal para os partos de alto risco e a defasagem de valores do repasse dos procedimentos pela tabela SUS.

O presidente do Condesb reiterou os procedimentos a serem adotados a partir da reunião. “Decidiu-se que após esse levantamento, os secretários vão passar de dois a três dias em Brasília para encontros específicos com técnicos em cada departamento e secretaria no Ministério da Saúde. Quando os prefeitos forem fazer reuniões com deputados e o ministro, estaremos com todas as especificações técnicas e orçamentárias dentro de uma visão clara das normativas do Ministério”. A estimativa de Mourão é de que, na segunda quinzena de maio, o Condesb já estará preparado para marcar uma audiência com o ministro e secretário executivo de saúde.

Pauta

Também na reunião foi apresentado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) o andamento das ações do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Baixada Santista. Informações mais detalhadas devem ser apresentadas nos próximos encontros. O prefeito praiagrandense comentou: “Não podemos fechar uma proposta sem informações técnicas detalhadas. Precisamos analisar o tipo de lixo que é produzido para saber qual sistema adotar e se, por exemplo, a reciclagem é economicamente viável. Nem todo lixo pode produzir energia. Com esses dados vamos sentar com o IPT e ver quantas plantas serão necessárias. Acredito que uma planta única não resolveria o problema. Teríamos questões ambientais e de logística em aberto, caindo no problema de poluindo para transportar”.

No encontro foi analisada também a prestação de contas da Agem e realiza das homologações do Fundo de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista.

Foto: Assessoria de Imprensa/Agem

 

 

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