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Política

Transporte público sebastianense deve voltar a ter cobradores


23 de dezembro de 2016 às 10:58
Por Costa Norte

Foto: Celso Moraes/ CMSS

São Sebastião

Marina Veltman

Mais de quatro meses após a aprovação, na Câmara de São Sebastião, do projeto de lei do vereador Gleivison Gaspar (PMDB), que estabelece a obrigatoriedade da presença de cobradores nos ônibus do município, foi apresentado e derrubado, por maioria de votos, o veto da prefeitura à iniciativa.

De acordo com a municipalidade, o PL seria inconstitucional, já que interferiria na contratação de mão de obra de empresa privada e que poderia elevar os custos do transporte público, que acabariam sendo repassados à população.

O parecer do Executivo foi acatado pelas comissões e jurídico da casa, mas, após discurso inflamado do autor do projeto, destacando as múltiplas funções realizadas pelos motoristas (cobrança, entrega de informações, auxílio no embarque e desembarque de passageiros com necessidades ou mobilidade reduzida), seis outros vereadores decidiram apoiá-lo e derrubar o veto de Ernane Primazzi e manter a obrigatoriedade do retorno do cobrador no transporte público.

Gleivison comemorou o apoio dos vereadores Ercílio Souza, Onofre Neto, José Reis, Edvaldo ‘Teimoso’, Thiago Perão e Jair Pires: "Foi uma atitude corajosa desses vereadores. Fizemos valer a vontade e a necessidade do povo, do usuário. Faço um esforço sobrenatural para entender como alguém pode se opor à presença desse profissional, que é muito mais que um mero cobrador", afirmou Gleivison, alfinetando: “Quem não entende a necessidade de um profissional para auxiliar o motorista ou não usa transporte coletivo ou é incapaz de ouvir o clamor da população”.

Outros vetos

Outros dois vetos do Executivo foram colocados em pauta, e aprovados pela casa: o primeiro, de autoria do vereador Ercílio de Souza, estabelece a cota mínima de 5% das vagas em áreas municipais para mulheres e pessoas com mobilidade reduzida.  O projeto foi vetado por erros de redação. Já o outro veto diz respeito ao PL de Jair Pires, que proíbe a inauguração de obras inacabadas pela municipalidade. O Executivo vetou, alegando inconstitucionalidade.

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