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Foto: Divulgação

Motoristas de Bertioga podem entrar em greve

Paralisação pode acometer tanto as linhas municipais quanto as escolares a partir de segunda-feira, 17


12 de junho de 2019 às 14:02
Por Da Redação

Pais de família sem condições de comprar comida para suas casas e sem dinheiro para pagar as contas e o aluguel. Essa é a situação vivida atualmente por motoristas e demais empregados da Viação Bertioga, que estão com salários e benefícios atrasados. Na noite de terça-feira, 11, os trabalhadores estiveram em assembléia com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região, onde foi acordado que, caso não seja regularizada a situação, haverá greve a partir de segunda-feira, 17.


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De acordo com dados da entidade, mais de 12 mil passageiros poderão ficar sem transporte coletivo diariamente, nas sete linhas municipais atendidas por 27 ônibus. Ainda, segundo o sindicato, a greve deverá afetar também o transporte escolar, responsável por cerca de 2.500 alunos, em 25 veículos, com um motorista e uma monitora em cada.


O vice-presidente do sindicato,  José Alberto Torres Simões, o Betinho, presidiu a assembléia em Bertioga. Disse o sindicalista: "Eles estão cansados de tanto desrespeito aos direitos coletivos e trabalhistas". Segundo ele, 200 trabalhadores, sendo 80 motoristas, estão com os salários e a cesta-básica atrasados desde sexta-feira, 7, e sem o vale-refeição desde 25 de maio. “A situação é deprimente. [...] Além da falta do salário para abastecer suas casas, pagar as contas e cobrir despesas gerais, estão sem o vale-refeição para almoço, janta ou lanche”, comenta Simões.


Em relatos ao Sistema Costa Norte, mulheres de motoristas informaram que os atrasos ocorrem há aproximadamente três meses e que os funcionários temem represálias. "Eles têm medo de serem mandados embora", afirmou uma delas, que não quis se identificar. Ainda, conforme denunciaram, o receio da demissão ocorre principalmente após a demissão de um motorista, cuja esposa teria postado um desabafo sobre a situação nas redes sociais. 


De acordo com o sindicato, a Viação Bertioga ainda estaria em débito com o Fundo de Garantia (FGTS), plano de saúde, INSS e férias. Um edital deverá ser publicado na quinta-feira, 13, com base na lei de greve (7783-1989) para avisar a população e autoridades sobre a paralisação por tempo indeterminado.


Betinho explicou que, conforme discutido em assembléia, a empresa tem até sexta-feira, 14, para quitar os débitos e, caso isso ocorra, a greve será automaticamente suspensa. 


A Viação Bertioga informou na tarde desta quarta-feira, 12, que, até o momento, não recebeu nenhuma oficialização sobre a possível greve. Diz a resposta: "Não recebemos nada do sindicato, entidade de classe que representa os trabalhadores".

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