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Foto: Reprodução/PxHere

Cigarro: a cada 100 casos de câncer, 40 são associados ao fumo

Doenças causadas pelo fumo causam 400 mortes por dia só no Brasil


25 de maio de 2019 às 12:18
Por Da Redação

Em todo o mundo, o tabagismo é considerado a maior causa evitável de morte, e seus números são alarmantes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o fumo causa a morte de 7 milhões de pessoas todos os anos, sendo 12% em fumantes passivos. Somente no Brasil são 400 mortes por dia devido a doenças causadas pelo tabaco.


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O câncer é uma das doenças associadas ao tabagismo. Segundo o oncologista clínico do Grupo SOnHe – Sasse Oncologia e Hematologia, Vinícius Conceição, de cada 100 casos de câncer, cerca de 40 estão associados ao cigarro. Disse ele: “Os pacientes que fumam têm em média 14 anos menos de expectativa de vida em relação a quem não fuma. Está cada vez mais claro que os tabagistas passivos (aqueles que não fumam, mas convivem de perto com quem fuma) também têm mais chances de desenvolver doenças cardíacas, pulmonares e câncer de pulmão, cabeça e pescoço, esôfago e bexiga". Por isso, o médico acredita que se a população mundial parasse de fumar, um terço dos casos de câncer seriam evitados.


De acordo com o médico, os tumores associados ao cigarro tendem a ser mais agressivos, devido a biologia associada ao surgimento do câncer nessa situação. “São mais de 7.000 compostos químicos em um único cigarro, dentre os quais, pelo menos 250 são reconhecidamente prejudiciais e mais de 50 são sabidamente cancerígenos. Essas substâncias causam danos no DNA da célula normal, produzindo muitas mutações genéticas. Quanto maior o número de mutações, pior tende a ser o tumor e menor a sua resposta ao tratamento”, explica.


Ainda na opinião do oncologista, em poucos anos o câncer se tornará a primeira maior causa de morte no mundo.


Novos vilões: narguilé e cigarro eletrônico

Embora o ato de fumar venha caindo nos países desenvolvidos e no Brasil, estima-se que um em cada quatro homens e uma em cada vinte mulheres ainda fumem. “Hoje 12% da população brasileira é tabagista, menos da metade de duas décadas atrás. E isso foi conquistado com políticas mais duras como aumento dos impostos sobre o cigarro, proibição de propagandas, restrição do uso em ambientes fechados e uso de fotos nas embalagens que mostram os efeitos deletérios causados pelo hábito”, assegura David Pinheiro Cunha, também oncologista do Grupo SOnHe.


O Brasil ocupa a oitava posição no ranking em número absoluto de tabagistas e, o mais preocupante é que o fumo pode simplesmente mudar de roupagem. É o caso do uso crescente do narguilé e do cigarro eletrônico. “Segundo dados da OMS, consumir uma rodada narguilé é equivalente a fumar 100 cigarros", comentou.


Ele explica também o risco do cigarro eletrônico, erroneamente usado como ferramenta para deixar o cigarro. "O modelo eletrônico armazena nicotina líquida, água, substâncias aromatizantes e solventes que, alimentado por uma bateria, produz um vapor com tais compostos".


Por não queimar o tabaco, David esclarece que o equipamento contém menos substâncias tóxicas, no entanto, os danos que pode causar em longo prazo ainda são desconhecidos. 

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