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Orestes Amparo Filho era o querido Ted
Orestes Amparo Filho era o querido Ted Foto: Sistema Costa Norte

Morre Orestes Amparo Filho, o Ted de Bertioga

O sepultamento está previsto para acontecer às 16h30, no cemitério municipal de Bertioga


21 de abril de 2019 às 09:58
Por Da Redação

Faleceu hoje, 21 de abril, Orestes Amparo Filho, o querido Ted de Bertioga. O sepultamento está previsto para às 16h30, no cemitério municipal de Bertioga. Nascido em Bertioga, há 63 anos, Ted era um caiçara apaixonado por sua terra natal e a história de sua família faz parte da história da cidade.

Ted deixa esposa e três filhas. Confira a seguir trechos de entrevistas que Orestes concedeu ao Sistema Costa Norte de Comunicação, publicadas na revista especial de aniversário da cidade, nos anos de 2014 e 2015, e que eternizaram a história deste grande homem, empreendedor, marido e pai de família.


Trechos de entrevista concedida em 2014

O avô de Ted chegou em Bertioga no ano de 1912 e se dedicou à plantação de banana, na área hoje conhecida como antigo Jardim Veleiros. Ted era apaixonado por Bertioga e em entrevista de 2014 falou sobre a área onde viveu e empreendeu: “Isso aqui tudo era bananal, até o mangue. As frutas eram exportadas para a Argentina. Depois, mais ou menos nos anos 1950, com o declínio do ciclo da banana, ele e meu pai, que nasceu em 1927, começaram a trabalhar com o peixe seco, não havia gelo, não havia estrada, não havia caminhões, então se pescava o peixe, secava e levava de barco para vender em Santos. Era isso que movimentava a economia da época. A partir dos anos 1970 começou a ter gelo, estradinhas e aí teve início outra realidade”.


Ted era comerciante no ramo de marinas e sempre viu o turismo como a única opção viável para Bertioga. Ele preconizava: “O futuro de Bertioga é o turismo ou o turismo. Não tem outro caminho”. Ressaltava que Bertioga tem características peculiares que favorecem o seu potencial.  “Ela está só a 100 km da capital, tem uma natureza maravilhosa, duas estradas boas e a ligação seca entre Guarujá e Santos vai representar um grande futuro para Bertioga”. Mas, neste aspecto, fazia um alerta: “Os turistas, com o passar do tempo, ficaram muito exigentes, então a cidade precisa melhorar em segurança, atendimento e infraestrutura de serviços”.


Orestes nunca deixou de demonstrar o amor por Bertioga e pelos amigos: "Já viajei para muitos lugares e por todo o mundo. Mas não existe nada como Bertioga. Para eu ir à padaria comprar um pãozinho, levo duas horas; encontro amigos e, em cada encontro, é uma conversa. Não tem isso em outro lugar do mundo; não tem nada que pague".


Trecho de entrevista de 2015

A história da família teve início em tempos difíceis, quando a pesca ditava o ritmo de vida e a economia local. Sendo assim, os peixes e as histórias de pescador permeiam as memórias da época como contava Ted: “Em 1964, meu pai pescou um peixe chamado mero, espécie de garoupa, pesando 356 quilos; ele colocou o espinhel para pescar os peixes, e, pela manhã, este peixe estava preso ao anzol. Naquela época, não havia como pesar em Bertioga e ele foi transportado até Santos pela lancha da Cia. Santense de Navegação”.


Descanse em paz grande caiçara.


http://d.costanorte.com.br/bertioga-especial/29255/centro


http://d.costanorte.com.br/bertioga-especial/28061/licao-de-empreendedorismo

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