Moradores de Ilhabela querem restituição de valores cobrados na conta de energia | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Foto: JCN/Arquivo

Moradores de Ilhabela querem restituição de valores cobrados na conta de energia

Um abaixo-assinado virtual foi criado para solicitar ao poder público que investigue a Elektro, concessionário que atende o município

13 de março de 2019 às 10:29
Por Reginaldo Pupo

As constantes quedas de energia elétrica e os valores considerados abusivos na conta de luz motivaram os moradores de Ilhabela a realizarem um abaixo-assinado virtual, no qual solicitam do poder público que investigue a empresa Elektro, concessionária que atende ao município. O documento será encaminhado à Câmara Municipal e ao Ministério Público.


No documento, que até às 18h da terça-feira, 12, continha 536 assinaturas das 750 pretendidas, os moradores também exigem que o poder público fiscalize e cobre da empresa medidas efetivas na prevenção de falhas. Além disso, eles se queixam da cobrança de “altíssimas taxas”, que, em alguns casos, dobrou e até mesmo triplicou o valor nas contas de energia elétrica. As cobranças, de acordo com o abaixo-assinado, começaram no final de 2018.



Diz o abaixo-assinado: “Por outro lado, as quedas de energia e a precariedade do fornecimento têm sido cada vez mais frequentes. Bairros inteiros ficando sem energia por longos períodos, 8, 10, 12 horas. Apenas no dia 25 (de janeiro), para ilustrar, bastou uma ventania para ocorrer uma explosão no bairro da Cocaia com apenas uma fase por mais de 10 horas”.


Os moradores também pedem a restituição do valor cobrado acima da média de gasto de cada cliente. “Pedimos a colaboração de todos pois está impossível viver na ilha dessa forma. Se preciso, sugerimos a troca de empresa por outra que consiga prestar um serviço minimamente eficaz e com tarifas justas”, concluiu o abaixo-assinado.



Procurada durante toda esta terça-feira, 12, a Elektro não retornou aos contatos da reportagem. Já a prefeitura de Ilhabela informou que, de acordo com o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), desde janeiro deste ano  foram registradas 11 reclamações formalizadas contra a empresa.



O Procon ressaltou que, no ano passado, o Ministério Público foi oficiado e informado sobre os problemas com a empresa, além de ter  solicitado o ingresso de ação civil pública para baixar a tarifa, que sofreu reajuste de quase 25%.

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