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Foto: Reprodução

Mais de 17 mil pessoas buscam doador de medula óssea

Maioria não doa por acreditar em mitos que envolvem o assunto. Dr. Celso Massumoto esclarece


20 de fevereiro de 2019 às 14:34
Por Da Redação


Fevereiro é o mês Laranja, época de conscientização sobre a doação de medula óssea. Em 2018, o número de doadores de medula óssea cresceu apenas 1,8%, em relação ao ano anterior. Agora, são mais de 4.7 milhões de pessoas que se dispõe a salvar vidas de quem tem doenças como leucemia, linfomas, anemias graves entre outras.


O Brasil tem hoje mais de 17 mil pessoas à procura de doador compatível. O Dr. Celso Massumoto, onco-hematologista e coordenador da área de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Hospital 9 de Julho, explica que muitas pessoas têm receio de ser doadoras por acreditarem que é um processo demorado e doloroso, mas não é bem assim.


Confira as principais dúvidas sobre o tema:


1- O processo de doação é burocrático: muito pelo contrário, a doação acontece de forma rápida. O voluntário faz um cadastro em qualquer hemocentro para fazer parte do banco de doadores do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), órgão responsável por procurar voluntários compatíveis entre as pessoas cadastradas. Em cinco minutos é coletado 5ML de sangue. O material é analisado para saber se a pessoa é compatível com algum paciente e para excluir a possibilidade de doenças que poderiam ser transmitidas nas doações.

 

2- Cada pessoa só pode fazer uma doação de medula óssea: não há limites de doação porque a medula se regenera em 15 dias. Caso seja encontrado um novo paciente que pode receber o transplante, a doação pode ser feita após esse período.

 

3- A recuperação do doador é demorada: esse é um dos maiores mitos. O procedimento é semelhante ao da doação de sangue, não tem sintomas. No dia seguinte à doação, o doador pode voltar à sua rotina normal.

 

4- A doação sempre é dolorosa: o incômodo pode ser considerado de leve a moderado, isso porque a medula pode ser coletada por via óssea ou venosa. Quando coletada por via óssea, o doador é anestesiado e não sente nenhuma dor. Por via venosa ocorre apenas a punção da veia,  que fica próxima ao quadril e a inserção de uma agulha ligada a um equipamento próprio, que pode gerar desconforto e dor leve no local.

 

5- Só parentes próximos podem ser doadores: para ser doador basta ter compatibilidade com o receptor. Tem mais chances de um parente ser compatível, mas não é uma regra. Prova disso é que irmãos de mesmo pai e mãe têm apenas 25% de chances de serem compatíveis.

 

6- Qualquer pessoa pode ser doadora: os doadores devem ter entre 18 e 55 anos, não ter nenhum tipo de doença infecciosa, câncer ou deficiências no sistema imunológico como Lúpus ou Diabetes tipo 1.

 

“Muitos podem pensar que, se cerca de 17 mil pessoas estão em busca de um doador compatível, e há mais de 4.7 milhões de doadores, é fácil encontrar a compatibilidade para realizar o transplante. Mas, infelizmente, essa não é a realidade, já que a chance de encontrar um doador compatível é 1 em cada 100 mil”, finaliza o Dr. Massumoto ao lembrar da importância de os meios de comunicação falarem sobre o tema.

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