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Criança da tribo Guarani das Terras Indígenas Rio Silveira, em Bertioga
Criança da tribo Guarani das Terras Indígenas Rio Silveira, em Bertioga Foto: Governo do Estado de São Paulo

Poupatempo emite RGs para comunidade indígena em Bertioga

Foram emitidas 142 carteiras de identidade para os índios da reserva Terra Indígena Ribeirão Silveira


27 de dezembro de 2018 às 17:40
Por Marina Aguiar
O pajé Gino Castro Xape’í, cujo nome significa ‘Iluminado’
O pajé Gino Castro Xape’í, cujo nome significa ‘Iluminado’ Foto: Governo do Estado de São Paulo

Sílvia Cabral, do atendimento do Poupatempo, com crianças indígenas
Sílvia Cabral, do atendimento do Poupatempo, com crianças indígenas Foto: Governo do Estado de São Paulo

Cacique Adolfo Timótio entrega RGs a índia, ao lado de Márcio Alvim, da Funai e Ilídio Machado e Sílvia Cabral, do Poupatempo
Cacique Adolfo Timótio entrega RGs a índia, ao lado de Márcio Alvim, da Funai e Ilídio Machado e Sílvia Cabral, do Poupatempo Foto: Governo do Estado de São Paulo

O Poupatempo entregou, no dia 18 de dezembro, 142 carteiras de identidade para os índios da reserva Terra Indígena Ribeirão Silveira, localizado entre os municípios de Bertioga e São Sebastião. O atendimento teve a missão de garantir cidadania para toda a população.

O cacique Adolfo Timótio Wera Mirim, de 53 anos, explica que o RG garante a cidadania aos indígenas. “O documento de identidade é importante para os índios, garante o acesso a serviços e benefícios de programas de governo, para viajar, para se identificar no hospital, ter acesso à aposentadoria ou ao mercado de trabalho”, argumenta o cacique.

A entrega de documentos para os índios é uma ação do Poupatempo em parceria com a Funai, prefeitura de Bertioga, Instituto de Identificação (IIRGD) e Secretaria das Relações do Emprego e Trabalho. Os 600 índios da reserva vivem de artesanato, ecoturismo e agricultura de subsistência.

Metade dos RGs eram de crianças e adolescentes, que receberam o documento pela primeira vez na vida. Os índios também receberam 59 carteiras de trabalho, entre outros documentos. “Aqui dentro da aldeia os índios não precisam portar o documento, mas quando saímos da reserva, nos tornamos cidadãos comuns”, diz o cacique, sobre as 130 famílias que vivem na reserva.

Segundo Silvia Cabral, da Coordenadoria de Atendimento do Poupatempo, o atendimento aos índios foi feito por funcionários da unidade de Mogi das Cruzes, que foram deslocados uma semana antes para coletar os dados pessoais, fotos e assinaturas. Atendimentos especiais semelhantes são realizados em todo o Estado em asilos, comunidades carentes ou para vítimas de tragédias como o incêndio no Largo do Paissandu, este ano.

Silvia conta: “Já participei de vários eventos externos, mas numa aldeia foi o primeiro. Mesmo com os índios que só falavam tupi-guarani, não houve problema. Recebemos ajuda e, mesmo com mímica, correu tudo bem. As fotos de alguns foram com a característica pintura no rosto”, conta Sílvia.

Márcio José Alvim, técnico indigenista da Funai, explicou que o mutirão de cidadania foi por meio de parceria com Poupatempo, Tribunal de Justiça do Estado, Receita Federal, prefeitura de Bertioga e cartório para dar acesso à documentação civil. "Teve uma índia que entrou no curso de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina. Ela precisou dos documentos para o vestibular e para estudar em Florianópolis".

Os atendimentos foram realizados na Escola Estadual Indígena Txeru Ba e Kua-i. Os índios fizeram também o Cadastro Único, considerado a porta de entrada para que famílias com renda de até meio salário-mínimo por pessoa ou renda familiar total de até três salários-mínimos possam ser beneficiadas por programas do Governo Federal.

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