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Foto: Arquivo Pessoal

Miguel ganha concentrador de oxigênio portátil

Garoto com insuficiência de surfactante recebeu o 'Arlindo' no sábado, 22


24 de dezembro de 2018 às 16:50
Por Marina Aguiar

A arrecadação de fundos para a compra de um equipamento que melhora a respiração e mobilidade do pequeno Miguel Santos Perez, de 7 anos, surpreendeu os pais do garoto e ultrapassou a meta anunciada na vaquinha online. O objetivo era arrecadar R$ 20 mil, mas a família conseguiu R$ 21.200,10.

O equipamento é importado e chegou à casa de Miguel no sábado, 22. Segundo a mãe, uma parente deu um cheque para a compra do equipamento antes de conseguir o valor total. "A prima do meu marido acreditou que iríamos conseguir, negociou a compra antes e chegou rápido no Brasil. Íamos dar no Natal, mas decidimos dar antes porquê achamos que ele vai se emocionar muito, assim como todos ao redor".

Concentrador

O concentrador de oxigênio portátil da Phillips, SimplyGo, ajuda a realizar as tarefas diárias e atividades físicas com mais conforto e leveza.

Também chamado de Arlindo pela embaixadora da marca, Marina Kolya, proporciona um fluxo contínuo e administração de dose pulsada para pacientes de oxigenoterapia, num único dispositivo com apenas 4,5 kg de peso. Marina tem cardiopatia e graças ao equipamento consegue viajar tranquilamente pelo mundo.

| Autor: Marina Kolya e Rodrigo Resende


Em um teste realizado com o 'Arlindo', Miguel conseguiu fazer até pilates. "Deu super certo, ele se despediu chorando, disse 'Tchau Arlindo, um dia você volta'", afirmou Samara.

Sobre o Miguel

Miguel Santos Peres mora no bairro Caruara, na Área Continental Santos. Devido a um refluxo, quando tinha 1 ano e 8 meses, Miguel foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Hospital Santa Helena, em São Paulo. Sem diagnóstico, o garoto passou um ano hospitalizado, respirando com a ajuda de aparelhos, e foi desenganado pelos médicos.

https://www.youtube.com/watch?v=yLz0j5TGlHo

Ele saiu da UTI e passou a receber o tratamento em casa, com o serviço de Home Care. Após quatro anos sem resultados, a família de Miguel procurou a Santa Casa de São Paulo por indicação de um médico. "Lá fizeram a biópsia e descobriram que ele tem insuficiência de surfactante. Ele não insufla os alvéolos do pulmão e, por isso tem dificuldade de respirar", explicou a mãe.

O surfactante é um líquido que reduz a tensão do alvéolo pulmonar, prevenindo colapso durante a expiração. A falta de surfactante é uma doença rara e faz com que Miguel precise de oxigênio artificial durante 24 horas por dia e tenha limitações para realizar algumas tarefas do dia a dia.

Apesar das limitações, Miguel não deixa de fazer nada. Anda de bicicleta, corre e até faz caratê, esporte no qual já ganhou uma medalha na modalidade Katá, em Cubatão. "O uso do cilindro de oxigênio poderia impedir ele de fazer algumas coisas, mas a gente não deixa que isso atrapalhe em nada", disse Samara.

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