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Foto: Valdecir Galor/SMCS

Vacina contra a febre amarela na rodovia dos Tamoios

A Secretaria de Estado da Saúde instalará um posto volante na estrada no período pré-feriado prolongado


13 de novembro de 2018 às 12:04
Por Da Redação

Os motoristas que se deslocarem para o Litoral Norte nos dias 14 e 15 de novembro pela rodovia dos  Tamoios encontrarão um posto de vacinação contra a febre amarela no caminho. O objetivo da ação é alcançar moradores da região e viajantes ainda não imunizados. A iniciativa é da Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado de Lógica e Transportes, da Concessionária Tamoios e dos municípios da região do Vale do Paraíba.


As doses serão aplicadas por profissionais do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de São José dos Campos e dos municípios da região no posto volante, que será instalado no Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) sentido Caraguatatuba, no KM 19 da rodovia, no dia 14 de novembro, das 13h às 18h, e no dia 15 (Feriado de Proclamação da República), das 8h às 17h. 


No trajeto, materiais informativos e painéis luminosos da rodovia indicarão o serviço, com a frase: “Área de risco de febre amarela. Vacine-se no SAU KM 19". Os veículos poderão estacionar no espaço do SAU.


 A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Regiane de Paula, explica: “A vacina deve ser tomada com dez dias de antecedência para garantir proteção efetiva. Portanto, aos que tomarem nessa ação de pré-feriado, recomendamos que evitem adentrar áreas verdes e usem repelentes e roupas compridas e de cor clara para reforçar a prevenção”.


A orientação também vale para os moradores da região. Os municípios vêm intensificando as ações de imunização no decorrer do ano, para aumentar a cobertura vacinal. No Litoral Norte, a Secretaria de Estado de Saúde informa que a cobertura vacinal é superior a 85%. Ainda assim, moradores de outras localidades do estado precisam estar vacinados antes de se deslocarem para essas áreas. Todo o território paulista já tem recomendação da vacina, devido a circulação do vírus, e as doses são disponibilizadas nos postos de vacinação.


A diretora do CVE complementa: “A imunização é a principal forma de prevenção contra a doença. O período atual é pré-sazonal, e a sazonalidade da doença vai de dezembro a maio. Por isso, é importante que as pessoas ainda não vacinadas procurem os serviços de saúde”.


Apesar da recomendação, a vacina não é indicada para todos, por isso, devem consultar o médico sobre a necessidade da imunização os portadores de HIV positivo, pacientes com tratamento quimioterápico concluído e transplantados. Não há indicação para grávidas, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e imunodeprimidos, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticóides em doses elevadas (como por exemplo Lúpus e Artrite Reumatoide). Em caso de dúvida, é fundamental consultar o médico.

 

Balanço

A Secretaria de Saúde informa que, durante o ano, mais de 8 milhões de pessoas já foram vacinadas contra febre amarela em todo o estado. 


No dia 5 de novembro, o Instituto Adolfo Lutz confirmou um óbito por febre amarela na região do Vale do Paraíba. A vítima é um homem de 26 anos, morador de Cunha, que havia se recusado a tomar a vacina e se infectou numa área rural onde trabalhava, em Caraguatatuba.


Conforme balanço epidemiológico deste ano, até 23 de outubro, houve 502 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado e 175 deles evoluíram para óbitos. Do total, 30,2% das infecções por febre amarela foram contraídas em Mairiporã e 9,5% em Atibaia. Essas duas cidades respondem por 39,7% dos casos de febre amarela silvestre no estado, e já têm ações de vacinação em curso desde 2017. Entre o total de casos, 14 ocorreram no Litoral Norte, dos quais 5 evoluíram para óbito – São Sebastião (3 casos com 2 óbitos) e Ubatuba (11 casos com 3 óbitos). Na Baixada, foram 4 casos e 3 óbitos – Guarujá (1 caso com 1 óbito), Itanhaém (1 caso com 1 óbito) e Peruíbe (3 casos com 1 óbito).


Com relação às epizootias, neste ano, 257 macacos tiveram confirmação da doença. A região com maior concentração é a Grande São Paulo, com cerca de metade dos casos. Desse total, 2 casos envolvendo macacos ocorreram na Baixada Santista, e 33 casos ocorreram na região do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

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