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Foto: Reprodução/Internet

Balsa Ilhabela: greve geral pode parar balsas no feriado prolongado de 12 de outubro

A greve está marcada para acontecer entre os dias 11 e 14. Deverão cruzar os braços os comandantes das balsas, os marinheiros de convés e os marinheiros de máquinas.


08 de outubro de 2018 às 19:08
Por Reginaldo Pupo

O sindicato que representa os trabalhadores marítimos da travessia de balsas entre São Sebastião e Ilhabela anunciou nesta segunda-feira, 8, uma greve geral para o feriado prolongado de 12 de outubro, período em que milhares de turistas deverão utilizar o sistema para chegar até Ilhabela.


Prefeito Márcio Tenório garante que não haverá paralisação: confira matéria.


A greve está marcada para acontecer entre os dias 11 e 14. Deverão cruzar os braços os comandantes das balsas, os marinheiros de convés e os marinheiros de máquinas. Segundo o Sindicato Nacional dos Mestres de Cabotagem e dos Contra-Mestres em Transportes Marítimos (Sindmestres), a categoria reivindica o acordo coletivo de trabalho com a Dersa, empresa estatal responsável pelas travessias litorâneas em todo o estado.


Além disso, os funcionários reivindicam o pagamento de salários de acordo com a tabela da categoria e acordos coletivos válidos com sindicatos de cada categoria, conforme previsto no edital de licitação dos serviços, por intermédio da Dersa. Eles também reivindicam o cumprimento dos intervalos intrajornada, conforme previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e a manutenção imediata das embarcações e do flutuante de Ilhabela, visando a segurança dos funcionários e usuários.


Na pauta de reivindicações, a categoria também pede até mesmo cadeiras para os comandantes. Segundo os funcionários da travessia, atualmente os responsáveis pela condução das balsas trabalham sentados em barreiras ou bancos velhos e quebrados. O fornecimento de uniformes, agasalhos e capas de chuva também faz parte das reivindicações.


EPIs

Ainda segundo o sindicato, a categoria exige da Dersa equipamentos de proteção individuai (EPIs), como capacetes para os marinheiros de máquinas e óculos escuros para os marinheiros de convés.


Por último, a categoria também pede o pagamento imediato de 30% do salário sobre periculosidade, pois segundo a categoria, os funcionários transportam veículos inflamáveis, carros-fortes, viaturas com presidiários, lixo orgânico e hospitalar; além de podas. Os funcionários lembram que trabalham ao lado do porto de São Sebastião, onde são descarregados produtos a granel, como barrilha, e que eles acabam respirando o produto por falta de equipamentos.


Inicialmente, o Sindmestres informou que caso as reivindicações não fossem atendidas até esta segunda-feira, 7, os funcionários iriam iniciar uma “operação tartaruga”. Porém, uma assembleia extraordinária agendada para amanhã, 9, com o diretor de operações da Dersa, deverá discutir a pauta.


Caso as negociações não avancem, os funcionários afirmaram que irão operar com apenas duas balsas durante o feriado. O sistema de travessias entre São Sebastião e Ilhabela tem sete balsas. Duas delas estão em reforma. Caso a “operação tartaruga” seja colocada em prática, das cinco balsas em funcionamento, três ficarão paradas.


No final de semana de 28 a 30 de setembro, das cinco balsas em funcionamento, três delas quebraram. Com apenas duas balsas operando, o tempo de espera nas filas para embarque ultrapassou seis horas. Caso apenas duas balsas operam no feriado, a fila de espera deverá ser bem maior, justamente por conta do feriadão prolongado.


Dersa

Em nota, a Dersa informou que até o momento não foi comunicada pelo sindicato da categoria sobre qualquer movimento de paralisação na travessia São Sebastião/Ilhabela, que segue operando normalmente.


A companhia disse que irá notificar a empresa Internacional Marítima, que presta serviços de operação na travessia, para que ela garanta o pleno funcionamento do serviço nos próximos dias, incluindo o feriado de Nossa Senhora Aparecida.


A prefeitura de Ilhabela também informou que não recebeu nenhum comunicado oficial sobre a intenção de paralisação do serviço. Em contato com a direção da Dersa, a administração soube que a empresa também desconhecia a decisão e que soube apenas da existência de um panfleto contendo as reivindicações da classe.


O prefeito Márcio Tenório disse esperar que a questão seja resolvida dentro do direito democrático e lembrou que sempre se posicionou em defesa da melhoria das condições de trabalho das equipes da travessia e do transporte dos passageiros.

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