Logo do Jornal Costa Norte
|
Geral

Medidas que proíbem novos cursos de medicina não afetam a região

Faculdades de medicina de Guarujá e Cubatão foram autorizadas antes da suspensão e serão implantadas em breve


13 de abril de 2018 às 15:55
Por Marina Aguiar
Campus da Unoeste em Guarujá aguarda publicação no Diário Oficial da União para iniciar os trabalhos
Campus da Unoeste em Guarujá aguarda publicação no Diário Oficial da União para iniciar os trabalhos Foto: Divulgação/Unoeste

Duas portarias, que regulamentam a suspensão da criação de curso de medicina pelos próximos cinco anos, foram assinadas pelo presidente Michel Temer e o ministro da Educação Mendonça Filho, no dia 5 de abril. A moratória, no entanto, não afetará a implantação dos novos cursos de medicina em Guarujá e Cubatão, pois já haviam sido aprovados pelo Ministério da Educação antes da suspensão. 

A Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), que implantará o curso em Guarujá, já possui estrutura montada no Hospital Santo Amaro, para aulas teóricas, laboratoriais e práticas. Entretanto, segundo a universidade, é necessária a publicação da autorização do curso e credenciamento de campus fora de sede, no Diário Oficial da União, para dar início às atividades.

A previsão era de realização do vestibular do campus em janeiro ou fevereiro, mas, com a espera da publicação, é possível que o vestibular para seleção de 55 alunos aconteça no próximo semestre, com início das aulas em 1º de agosto. A Unoeste afirmou que disponibilizará opções de estudo para quem não tem condições financeiras, integrando os programas de bolsa, como já acontece nos campi de Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

As aulas serão realizadas na unidade montada no Hospital Santo Amaro, até a construção de campus próprio, em uma área de 20 mil metros quadrados, próxima à praia da Enseada, com a pretensão de abertura de outros cursos, além da medicina. A previsão de conclusão do projeto é de aproximadamente três anos.

Cubatão

Em Cubatão, a universidade vencedora da licitação foi a São Judas Tadeu, e está em fase de implantação. O terreno da universidade foi cedido pelo município, com aprovação do Legislativo, para construção do prédio universitário, que também abrigará algumas instalações de atendimento médico ao público (dois pavimentos, totalizando 2 mil metros², ficando acima deles as instalações universitárias). Segundo a prefeitura, a instalação não aconteceu devido a questões burocráticas internas do Ministério da Educação e Cultura, com solução já encaminhada. A previsão é de que a faculdade seja implantada em 2019.

Últimas Notícias