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Apa Baleia Sahy cresce e vira modelo na região


03 de fevereiro de 2017 às 10:44
Por Costa Norte
Apa Baleia Sahy compreende área de 5 mil metros quadrados e permite exploração de turismo educacional e ecológico na região


A Apa - Área de Preservação Ambiental Baleia Sahy -, que completa cinco anos de criação em 2017, tornou-se referência na região, e outros bairros sebastianenses já buscam desenvolver Apas semelhantes, com apoio do Instituto de Conservação Costeira, ONG ambiental responsável pela gerência e atuação na Apa. Criado pela iniciativa privada, mas designado responsável pela gestão da área pela administração pública, o ICC visa garantir não apenas a manutenção da preservação da área – que passou de um milhão de metros quadrados, à época da fundação, para cerca de cinco milhões de metros quadrados atuais –, como o desenvolvimento de uso sustentável para o espaço, por meio de turismo ecológico, educacional e estímulo social.

O engenheiro agrônomo e vice-presidente do ICC, André Motta, em entrevista ao programa Café da Manhã, da TV Costa Norte, na terça-feira, 31 de janeiro, explica: “Entre as praias de Baleia e Sahy temos um mangue, uma área riquíssima em fauna e flora. Os pescadores agora desenvolvem passeios pela área, levando turistas a conhecer o bioma, e, em parceria com o Instituto Verdescola, os alunos também vão ao local, aprendendo sobre consciência ambiental, espécimes da região etc.”.

Além do aspecto de turismo sustentável, a ONG também atua junto à sociedade do entorno, como é o caso do núcleo Vila Sahy. “Estamos negociando com o estado a criação da primeira Zeis estadual, na Vila Sahy, em terreno próximo às ocupações, para permitir a retirada de moradores de áreas de risco. Uma urbanização do bairro também é necessária, já que sofre com alagamentos que afetam a qualidade de vida de todos. Estamos trabalhando em busca disso”, relata Motta. A proximidade e atuação junto ao núcleo garantiu que as invasões e consequentes expansões na Via Sahy fossem bem menores do que em outros bairros da cidade.

Já na área da Apa, sob constante vigilância do ICC, não foi registrada nenhuma invasão. A garantia de preservação de um espaço ambientalmente tão relevante despertou interesse de outros bairros sebastianenses, como é o caso de Guaecá, que agora busca, junto com o ICC, estabelecer uma Apa no local. “Já nos procuraram para fazer atuações similares também em bairros com índice urbano muito mais elevado, como Maresias. Infelizmente, é necessário um índice bom de preservação para essa atuação. Mas, o novo zoneamento ecológico já foi concluído, restando agora apenas a assinatura do governador, e teremos essas delimitações de onde os bairros podem ou não crescer bem estabelecidas, facilitando um congelamento”, completa.

São Sebastião

Marina Veltman

Foto: Reginaldo Pupo

 

 

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