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Resistência e superação marcam o Desafio Volta à Ilha de Santo Amaro


17 de março de 2016 às 16:43
Por Costa Norte

 

*Foto: Cida Ladaga

Por uma diferença de menos de seis minutos, a equipe Poseidon, formada em conjunto com atletas da Tribo Q Pira, de Bertioga, garantiu o título do 13º Desafio Onbongo Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas, no sábado, 12.  Em condições desafiadoras, os atletas enfrentaram 75km de remadas no mar, com ondulações, e no rio, com maré contra.

Os campeões completaram o percurso em 6h16min16s, superando a equipe YCP Koa Va’a, também com atletas de Bertioga, que chegou com 6h21min57s. No total, foram 21 equipes competindo, de vários estados e de Brasília. Cadu Zaidan, da Tribo Q Pira, falou sobre as dificuldades enfrentadas até chegar ao alto do pódio: “A parte mais complicada foi no início da prova, porque o barco de apoio não aparecia e a gente achou que tinha quebrado. Mas após uma hora, soubemos que eles tinham se atrasado no abastecimento. Depois disso fizemos a troca e deu tudo certinho”. No barco de apoio, seguem os três atletas que revezam com os seis da canoa durante o percurso. A troca é de três em três, e o tempo de troca é de acordo com a estratégia de cada equipe.

Vagner Riesco, da vice-campeã YCP Koa Va’a, disse estar satisfeito com o resultado: “Ter ficado em segundo foi uma vitória. É uma prova difícil e, da Baixada Santista, Santos e Bertioga têm atletas muito bons neste esporte”. A equipe Brucutus, também com atletas de Bertioga, foi a sexta colocada.

Com largada e chegada na praia da Aparecida, em Santos, os atletas remaram no sentido anti-horário da ilha de Santo Amaro, passando por todas as praias de Guarujá; depois entraram no canal de Bertioga, com trechos de mangue, e uma “reta” final no trecho do porto de Santos. Todas as equipes remaram com barcos de apoio ao lado, tanto para segurança, quanto para os revezamentos dos atletas.

Personagens e histórias de superação marcaram a competição. No final, os resultados ficaram em “segundo plano”, diante da festa feita por todos que completaram a disputa. Entre os destaques, menção para o jovem Guilherme Cunha, da equipe ATR Loucaos Júnior, que aos 13 anos,  tornou-se o mais jovem atleta a completar o evento. A própria equipe recebeu um troféu da organização, por ser integrada por atletas dos 13 aos 18 anos e ainda garantir o importante décimo lugar geral. Guilherme falou sobre as emoções vividas: “Foi uma experiência inesquecível. Minha primeira vez em um esporte coletivo. Sem meus companheiros seria impossível concluir. Deu vontade de chorar ao terminar os 75km, porque algumas pessoas que não acreditavam que éramos capazes e iríamos quebrar no meio da prova, mas acho que provamos que somos o futuro do esporte”.

Outro grande momento foi a força da equipe master Smiles Mauna Loa, de Niterói. Os campeões da edição de 2014 (tanto na open quanto na master) fizeram valer o espírito de grupo e de superação. O time remou sem o barco de apoio por mais de sete horas, sem fazer revezamento, com a vontade de completar o desafio. Com menos de 40 minutos de prova, o barco de apoio, que levava água, mantimentos e os três atletas que revezariam durante todo o percurso, quebrou e ficou à deriva, sendo resgatado pelos bombeiros.

Os seis integrantes na canoa não souberam do ocorrido e continuaram em busca de uma nova vitória. O capitão da equipe, Mario Figueiredo, contou: “Uns 20 minutos depois da troca, começamos a sentir a falta do barco de apoio. Uma equipe feminina, que acabou nos passando, percebeu e, gentilmente, nos cedeu água. Um tempo depois, outra embarcação fez o mesmo. Continuamos no mar com a esperança que o nosso barco pudesse retornar à prova e finalmente pudéssemos descansar”. Algum tempo depois, receberam a informação de que estariam sozinhos até o final, sem apoio, mas que poderiam continuar caso aguentassem. “Também soubemos que estávamos em terceiro na nossa categoria e nessa hora começamos a remar mais forte. Porque começamos a ter ideia da dimensão do que estávamos realizando. Superamos nossas dores e continuamos. Quando avistamos a praia, foi uma sensação boa de dever cumprido. Desistir jamais. Valeu muito a pena”, vibrou Mario.

Destaques, também, para as equipes exclusivamente femininas, a Haleakala, vencedora e 15ª no geral, e a ATR Ohana Divas, vice e 17ª entre todas. O 13º Desafio Onbongo Volta à Ilha de Santo Amaro de Canoas Havaianas teve os patrocínios de Caiaques Opium Hightec; Onbongo; Embraport; e Farma Conde. Apoio: Semes (Promifae); Prefeitura Municipal de Santos; FMA Notícias; 98 FM; Vit Shop; Panificadora Rainha da Barra; Thiago Árias Personal Studio & Pilates; IDK – Instituto Dakpa; Capitania dos Portos; Praticagem; e Corpo de Bombeiros. Organização da Canoa Brasil, com supervisão da Abracha – Associação Brasileira de Canoa Havaiana.

 

RESULTADOS DE  2016

Poseidon – 6h16min16s

YCP Koa Va’a – 6h21min57s

Matero (mista 1ª) – 6h37min29s

Floripa Va’a – 6h41min05s

ATR Hoe Mana – 6h44min25s

Brucutus – 6h46min41s

Bahia Va’a Salvador – 6h48mn48s

Tios Floripa Va’a (master 1º) -6h53min42s

Ohana Paddle Club Ilhabela (mista 2ª) 6h54min02s

ATR Loucaos Va’a Júnior – 7h04min04s

Kimi (mista 3ª) – 7h06min12s

Hoa Aloha – 7n08min21s

Wa’a Lost Canoa Brasil – 7h17min27s

SP Va’a (master 2º) 7h18min59s

Haleakala (feminina 1ª) – 7h30min52s

ATR Hoe Mana (mista 4ª) – 7h31min10s

ATR Ohana Divas (feminina 2ª) – 8h06min07s

Smile Mauna Loa Niterói (master 3º) – 8h11min32s.

 

 

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