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Esportes

Escola santista de surfe já preparou mais de 30 mil alunos


11 de fevereiro de 2016 às 15:41
Por Costa Norte

 

Por Luciana Sotelo

Sediada no Posto de Salvamento 2, na praia da Pompeia, a Escola Radical de Surf é uma referência em todo país pelo seu pioneirismo na modalidade. Mantida pela prefeitura de Santos, a escola atende anualmente cerca de dois mil alunos e, ao longo de sua trajetória, em junho próximo,  completará 25 anos,  período em que preparou mais de 30 mil pessoas.

Em tempos de Gabriel Medina e Adriano de Souza, o “Mineirinho”, campeões do Circuito Mundial de Surfe (WCT), é bom lembrar que foi em Santos, nos idos de 1938, que se ‘pegou onda’ pela primeira vez. Naquele ano, com a ajuda de dois amigos, o brasileiro Osmar Gonçalves entrou em águas caiçaras para surfar. Ele mesmo construiu sua prancha, em madeira, com aproximadamente 80 quilos e 3,90 metros de comprimento, segundo um modelo norte-americano.

Sem a pretensão de se tornar competitiva, apenas para cuidar do corpo e da alma, há dez anos Elza Anunciata Rodrigues de Oliveira, 61 anos, seguiu os passos de Osmar. “Eu estava fazendo alongamento e estavam pegando o nome de pessoas interessadas no surfe para a terceira idade. Por curiosidade, preenchi a inscrição e vim. Nunca tinha ficado nem perto de uma prancha e foi muito gostosa a descoberta”.

Elza começou na modalidade bodyboard (surfe deitado, com prancha específica), depois migrou para o surfe e mostra muita habilidade com a prancha. Ela revela que no mar consegue relaxar e esquecer os problemas. Além da tranquilidade que sente por estar em contato direto com a natureza, soma como benefícios da atividade o fim do colesterol alto e das dores no joelho. “Me sinto um peixinho.  Tenho maior orgulho. Quando contei para meu filho que estava surfando ele não acreditou, veio conferir de perto e não se decepcionou”, comenta satisfeita a aposentada, que também já se tornou professora das netas, que adoraram a lição de vida repassada pela avó.

Coordenada desde a fundação por Francisco Alegre Araña, o Cisco, a escolinha funciona de segunda a sexta-feira, com turmas variadas e aulas pela manhã e tarde. Para participar, não é preciso ter conhecimento prévio, basta vontade. Cisco explica: “Atendemos todas as idades e lutamos muito pela inclusão. Essa escola foi a primeira a trabalhar com especiais, terceira idade, a construir  pranchas para cegos, prancha multifuncional, entre outros”.

As aulas são gratuitas e a escola está aberta a pessoas em geral. Visitantes e estrangeiros podem fazer vivência de um dia, basta comparecer ao local e participar.

 

 

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