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Cadu e Priscila Zeidan foram destaque na competição
Cadu e Priscila Zeidan foram destaque na competição Foto: Fábio Maradei

Cadu Zeidan fatura a OC1 no Aloha Spirit, em Ilhabela

A atleta Priscila Sanches Zeidan foi outro destaque, com vitória na OC6, com a equipe Odoya-Terra Simão, e quarta colocada na OC1


15 de abril de 2019 às 11:07
Por Da Redação
Cadu e Priscila Zeidan foram destaque na competição
Cadu e Priscila Zeidan foram destaque na competição Foto: Fábio Maradei

Foto: Fábio Maradei

A 1ª etapa do 11º Aloha Spirit, em Ilhabela, foi vibrante com uma vasta programação esportiva entre os dias 12, 13 e 14, e grandes apresentações de cerca de 1.500  atletas em diversas modalidades aquáticas. O bertioguense  Cadu Zeidan, atual campeão sul-americano, faturou o título na canoa havaiana individual, a  OC1, no domingo. No sábado ele já havia vencido a prova overall, de OC6, com a equipe Brucutus.


Na OC1, Cadu fez uma prova de recuperação para alcançar a segunda vitória no evento. “Foi alucinante! Comecei mal, pesado, entrou uma ondinha milagrosa e me levou para frente. Depois tivemos uma disputa acirrada e consegui levar a melhor”, resumiu o vencedor que ainda viu sua mulher, Priscila Sanchez Zeidan, que já havia sido campeão no sábado, 13, com a sua equipe Odoya-Terra Simão, na OC6, chegar em quarto lugar no geral da OC1 open, e ficar com a primeira colocação no geral, para a festa em família. 


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As provas técnicas de Stand Up Paddle (SUP) fecharam a programação. No masculino, Luiz Guida, o “Animal”, voltou a vencer e entre as mulheres, a norte-americana Fiona Wylde fez valer o favoritismo e a atual campeã do evento, Lena Ribeiro teve uma performance de recuperação, da oitava para a segunda posição.



Na canoagem, a dupla formada para este evento, com Rafael Santacreu e Pedro Henrique Weichert, remou o tempo todo na frente e foi a primeira canoa a completar os 10 km. Outro grande destaque ficou para Rafael Leão, um dos mais experientes da modalidade no País, e sua aluna Luciana Furlan, nas duplas mistas, chegando em terceiro no geral. Felipe Neumann, outro veterano das remadas, venceu entre as canoas polinésias. Já no surfski, com 15 km o primeiro lugar ficou com Cadu Oliveira.


E o último dia começou logo cedo com a natação em águas abertas, de 1.500 metros, com Artur Pedroza, invertendo o resultado com Luiz Felipe Lebeis, vencedor dos 3.800 metros. Na feminina, vitória de Thaís Santana. Outra atração do domingo foi a prova de apneia estática. Em paralelo, houve aula de yoga e durante o final de semana o que se viu foi uma grande celebração do esporte vinculada com a defesa do meio ambiente, incluindo a gestão de plástico zero em toda a área do evento.


Na primeira disputa do dia, a natação, Artur Predoza, que havia sido segundo colocado no sábado, nadou forte para repetir a vitória de 2018. “Foi mais uma vez disputada, mas dessa vez consegui imprimir um ritmo um pouco mais forte, mas é sempre assim eu e o Lebeis”, comentou. “Eu sempre nado no máximo. Tem dia que dá certo e hoje foi tudo certo”, complementou o atleta de 45 anos, falando da longevidade no esporte. “É se manter treinando, nunca parar, esquecer um pouco a idade”, revelou.


Entre as mulheres, Thais Santana foi a melhor. “Fiquei bem dolorida de sábado. O bacana da maratona aquática não é só nadar é ter psicológico, inteligência. Tenho 27 anos, desde os 11 eu nado e até hoje estou aprendendo”, falou a atleta.


Na canoagem, Pedro e Rafael contaram sobre a vitória. “Somos da mesma equipe (Tahoe) e decidimos competir juntos. É uma energia única remar com ele, um irmão que a canoa me deu. Queríamos nos divertir e manter esse ritmo”, contou Pedro. Na mista, Rafael Leão, que já foi campeão em todas as categorias, agora experimentou as duplas mistas. “Foi uma provinha boa, a Luciana está remando super bem, estávamos com uma remada encaixada e conseguimos fluir bem. Pegamos o ritmo das masculinas e fomos juntos”, disse.


Foram várias atividades e ações nos três dias, incluindo o Festival de Cinema, mutirão de limpeza de rios e trechos de mangues próximos, com alunos de escolas de Ilhabela, rodas de conversas, conscientização, corrida de montanha, e outras e emocionantes provas de SUP, paddleboard, canoas, waterman (reunindo natação, SUP e paddleboard), reunindo cerca de 1.500 atletas de 18 estados e outros países como Estados Unidos, Argentina e Peru, para ratificar ao Aloha Spirit o título de um dos três maiores festivais de esportes aquáticos do Mundo.


Mundial

No Sup Técnico, valendo pelo ranking mundial, uma prova que o nome já resume bem, com várias boias a serem superadas, Animal largou mal e teve uma recuperação rápida, chegou a cair na segunda boia, mas depois imprimiu um ritmo forte, abriu vantagem e não deixou os rivais, entre eles, o campeão mundial de Sprint, Artur Santacreu, chegar perto.

Ele garantiu o primeiro lugar e a briga ficou para o segundo lugar entre Artur e o jovem talento Guilherme Cunha. “Foi um final de semana perfeito. Fiz uma prova ótima sábado, estou com a família, consegui descansar e vim focado. Fiz uma largada ruim, fiquei enroscado, saí recuperando, consegui pegar uma marolinha e assumi a ponta. É bom saber jogar quando dá certo e quando dá errado”, contou o tetracampeão brasileiro de SUP.


“Estou amarradão de estar na atividade com 35 para 36 anos, com filha, contas para pagar, essa molecada começando a vida agora. Só de estar andando junto e ganhando, estou muito feliz, ainda mais no Aloha, esse evento que é o melhor do País”, vibrou.


Na feminina, também contando pontos para a Paddle League, Aline Adisaka saiu na frente, mas logo Fiona Wylde passou na frente e manteve uma certa distância. Lena Ribeiro não fez uma boa largada, chegou a estar em oitavo, mas foi recuperando e terminou em segundo lugar. “Estou muito feliz. É minha primeira vez aqui no Brasil. Tudo aqui é maravilhoso, as pessoas são muito legais, é um lugar lindo. O evento é sensacional e o fato de ter essa preocupação ambiental, zero plástico é fantástico. Mal posso esperar para estar de volta em novembro”, falou Fiona, lembrando que na última etapa do Aloha, em Cabo Frio, o evento será válido pelo ranking mundial da Paddle League e também da APP World Tour.


Agora, o Aloha Spirit 2019 se prepara para a segunda etapa, nos dias 21 a 23 de junho, no Pontão do Lago Sul, em Brasília. A final está marcada para 22 a 24 de novembro, na Praia do Forte, em Cabo Frio/RJ. Todos os detalhes para a participação pelo site alohaspirit.com.br.


O Aloha Spirit 2019 tem os patrocínios de Corona (Ambev) e Prefeitura Municipal de Ilhabela. Apoios: Projeto Mares Limpos da ONU Meio Ambiente e Menos um Lixo. Realização: Associação Magna de Desportes e Ecooutdoor com gestão e produção da Intercult e correalização da Secretaria de Turismo de Brasília.


Saiba mais sobre o Aloha Spirit, no site oficial alohaspirit.com.br 

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