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Foto: Reginaldo Pupo

Após fiasco da Whitbread, São Sebastião quer sediar, novamente, regata de volta ao mundo

Outras duas cidades brasileiras disputam com São Sebastião, a catarinense Itajaí (SC) e Salvador (BA)


03 de abril de 2019 às 09:49
Por Reginaldo Pupo
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Após sediar a desastrosa Whitbread Round the World Race, entre 1997 e 1998, a prefeitura de São Sebastião anunciou na terça-feira, 2, que o município está concorrendo para sediar, novamente, a regata de volta ao mundo, agora batizada de The Ocean Race, entre 2021 e 2022. Outras duas cidades brasileiras disputam com São Sebastião, a catarinense Itajaí (SC) e Salvador (BA). Punta del Leste, no Uruguai, também concorre para sediar a perna sulamericana.


No próximo dia 11 de abril, organizadores da competição, considerada a segunda maior regata de volta ao mundo – perde apenas para a tradicional America´s Cup, estarão na cidade para uma visita técnica. Essa é a etapa crucial, pois serão consideradas na avaliação a infraestrutura local.


A cidade de Itajaí tem larga vantagem, pois já sediou algumas etapas da regata e conta com ótima infraestrutura, Na primeira vez que foi escolhida, em 2009, a cidade catarinense ganhou de São Sebastião na preferência da organização, que perdeu o posto à época por conta da falta de estrutura apresentada durante a realização da então Volvo Ocean Race (agora The Ocean Race).


Entre os problemas enfrentados pelos velejadores estavam as precárias condições da Race Village, montada sob lonas e contêineres sem ar condicionado. Com a chuva, o lugar era repleto de barro. Os diversos apagões atrapalharam as equipes a realizarem as manutenções nas embarcações. Muitos atletas e visitantes levaram choques elétricos por causa da fiação exposta em alguns boxes das equipes. Os competidores também sofreram diversos furtos de equipamentos durante a madrugada, mesmo sob vigilância.


Vergonha Real

A rainha Silva e o rei Carl Gustav, da Suécia, estiveram em São Sebastião à época para visitar as quatro equipes suecas que disputavam a regata. Um dos barcos daquele país tinha tripulação totalmente feminina. Ao entrar em um dos veleiros, o EF Language, que liderava a regata, o casal Real ficou indignado com a quantidade de lixo que boiava no mar, no porto de São Sebastião. O rei Gustav chegou a deitar no veleiro, de bruços, para tentar alcançar o lixo no mar, na tentativa de retirá-lo, sem sucesso.O porto de São Sebastião, local escolhido para abrigar os barcos para manutenção, teve que ser fechado por 15 dias para a operação de navios, já que a cidade não dispunha – como ainda não dispõe – de uma marina pública para abrigar os barcos milionários.


O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto, diz acreditar que o evento pode transformar a cidade em “referência no esporte da América do Sul”. “Isso trará ganhos para nossa economia em todos os quesitos em que a regata está incluída”, acredita ele. À época da Whitbread, os comerciantes da Rua da Praia, local turístico mais próximo dos barcos, reclamaram que o movimento foi fraco durante o período em que a regata parou na cidade, pois muitos dos velejadores e suas equipes consumiam alimentos trazidos de outros países.


The Ocean Race

A The Ocean Race é uma regata de volta ao mundo que passa por todos os continentes. A maior perna (etapa) termina na América do Sul, por isso a necessidade da flotilha parar em uma cidade sulamericana para que, em duas semanas, as equipes possam realizar a manutenção dos barcos, e posteriormente seguir na competição, que é considerada a "Fórmula 1" dos mares.


Para a temporada 2021-22, a largada inicial será na cidade de Alicante, na Espanha, e deve passar pela América do Sul em abril de 2022, terminando suas disputas na Europa.


A prefeitura não divulgou informações sobre a infraestrutura que deverá oferecer à regata, os locais que deverá mostrar à comitiva e se haverá investimentos para a criação de uma Race Village. Procurada, a organização da regata não respondeu à reportagem sobre a data da divulgação da cidade escolhida.  

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