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Maratona aquática 14 Bis completa 50 edições de história e desafios


10 de novembro de 2017 às 11:45
Por manolo
Prova conta com percurso de 24 quilômetros realizados entre o canal de Bertioga e a Base Aérea, em Guarujá


Região
Mayumi Kitamura

Um grande desafio físico e psicológico em busca de um prêmio maior, a superação. O caminho de 24 quilômetros pelas águas do canal de Bertioga até a Base Aérea de Santos, em Guarujá, já é tradicionalmente percorrido por nadadores de origens diversas na Maratona Aquática 14 Bis. Neste sábado, 11, a competição comemora a sua 50ª edição com histórias de amor pelo esporte.

A prova iniciou em 1970, quando o educador físico Mário Bello a idealizou como uma forma de homenagear a aeronáutica, programando-a para uma data próxima a Semana da Asa. O presidente da Associação 14 Bis, Percival Milani, conta que a primeira edição contou apenas com Bello e dois amigos, sendo ele o único a concluir o percurso. Disse Percival: “Era uma prova muito difícil porque na época não havia grandes nadadores fundistas [que participam de provas de longa distância]”. Mário Bello morreu no dia 9 de outubro deste ano, aos 76 anos, e será uma das personalidades homenageadas nesta edição comemorativa.

Considerada a maior prova de maratona aquática existente no país, a 14 Bis tem características propícias para a execução do longo percurso por atletas que vão desde os amadores até olímpicos. Percival explicou as particularidades do trajeto: “Ela é única no país e as condições do canal de Bertioga também são muito favoráveis para a prova por ser uma região de águas relativamente protegidas, o que facilita um pouco a não ter muita turbulência, ondulações e assim por diante”.

Em quase 50 anos de prova, muitas histórias cativantes tiveram a maratona aquática como palco. Percival, que está à frente da realização da 14 Bis há 12 anos, conta alguns casos que o emocionaram, como pessoas que saíram do sedentarismo e até do vício em drogas, no entanto, os mais memoráveis são outros belos exemplos. Ele destaca: “Uma das coisas mais marcantes para mim é a participação de pessoas com deficiências físicas. Temos, por exemplo, o Gilberto, que chamamos de Gil. Ele não tem a perna esquerda e nada praticamente todos os anos nessa maratona aquática. É impressionante ver o esforço e como ele chega bem em uma prova dessas. Em 2015 tivemos outro nadador sem um dos braços e ele nadava muito. Ele veio participar da prova com o filho, inclusive os dois a terminaram. São histórias de superação muito bonitas”.

Infelizmente, nem todos os anos foram de vitórias para a maratona aquática. Percival conta que sua chegada ocorreu em uma edição que a prova estava em crise. “Eu estava treinando e não tive notícias. Bati na porta da Base Aérea e fui recebido pelo coronel, o comandante da Base, e ele disse que faria a prova, mas que precisava de ajuda. Foi quando eu entrei para apoiar a prova e, desde lá, tenho ajudado nesta coordenação de uma forma mais intensa”.

Para o presidente da associação, esta 50ª edição é uma grande realização, pois, mesmo ameaçada mais de uma vez de ser encerrada por falta de apoio, ela consegue mobilizar as pessoas e continuar a mudar vidas.

Quem quiser apoiar os atletas, poderão acompanhar a largada às 8 horas, próximo ao Forte São João, em Bertioga e a chegada será na rampa da Base Aérea de Santos, em Guarujá, aproximadamente a partir do meio-dia. Além da Associação 14 Bis responsável pela prova, o evento tem apoio do Comando da Aeronáutica, da Marinha do Brasil, da Praticagem de Santos, do Grupamento de Bombeiros Marítimos e das prefeituras de Bertioga e Guarujá.

Região
Mayumi Kitamura

Foto: Dirceu Mathias/Arquivo PMB

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