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Um exemplo para o esporte


12 de agosto de 2016 às 19:30
Por Costa Norte

*Foto Marina Aguiar

Aposentado há cinco anos, Antonio Monteiro da Silva, 70 anos, continua a trabalhar como empreiteiro de obras, depois de atuar, por muito tempo, como pedreiro. Iniciou na profissão  quando morava em Saloá, Pernambuco. Mas o que impressiona não é apenas a disposição para o trabalho; Antonio é maratonista e coleciona troféus e medalhas desde os 46 anos.

As provas mais curtas também estão no currículo do atleta. No dia 7 de agosto, conquistou o terceiro lugar de sua categoria nos 10km do Circuito Oscar Adidas Running, em Mogi das Cruzes. Mas a prova, segundo ele, é só para manter o ritmo. "Ajuda bastante, mas minha realização mesmo é completar maratona, fico muito feliz".

São quase 40 maratonas na trajetória de Antonio. Neste ano, ele completou a Maratona do Vinho, em Bento Gonçalves/RS, e Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, no Rio de Janeiro/RJ. A próxima etapa é concluir a 9ª Maratona Internacional de Foz do Iguaçu/PR, no dia 25 de setembro.

A rotina do atleta é literalmente corrida. "Eu corro, pelo menos 10 quilômetros, todos os dias. Quando tenho serviço, levanto às 5 horas da manhã para treinar e às 8 horas estar liberado para o trabalho. Quando não estou trabalhando, acordo, tomo café e uma hora depois vou treinar e ajudo minha mulher em casa". Durante o resto do dia, ele conta com a ajuda de alguns apoiadores, como o Restaurante da Isa, que fornece o almoço e a Academia Impactus, na qual faz musculação duas vezes por semana.

"Também passo o tempo orando, aprendi a ler a Bíblia e “to” lendo, nunca fui à escola, aprendi a ler depois dos 30 anos". Antonio teve uma infância difícil, foi criado por uma mulher sozinha que o adotou; e começou a trabalhar aos 10 anos. Veio para Bertioga aos 30 e viu sua vida mudar. "Aqui continuei a trabalhar como pedreiro, mas deixei de beber e passei a correr, por recomendação médica, em 1995".

Embora tenha uma vida saudável, o corredor passou por grandes enfermidades. Teve um acidente vascular cerebral (AVC), em 2003, hepatites A e B, em 2009, e câncer de próstata, em 2010. No último caso, achou que ia morrer, e acredita que foi curado por meio da fé.

Pai de dois filhos, o atleta foi o primeiro maratonista de Bertioga e conta que o segredo é a dedicação e muito treinamento. Ele também comemora o avanço do esporte na cidade. "Hoje, nós já temos quatro grupos de corrida, formados pelas academias. Tem muita gente correndo em Bertioga. Me sinto feliz".

Mesmo com toda a experiência e os incontáveis troféus e medalhas, Antonio diz que ainda tem muito para aprender e não pretende parar. "Parar? Só quando Deus me chamar".

Bertioga

Marina Aguiar

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