Antigo distrito deixa saudades - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Os mais antigos moradores de Bertioga falam com saudade dos tempos em que a cidade era um pequeno vilarejo. A tranquilidade da vila de pescadores, onde a fartura de tainhas, a exportação de banana e o corte de madeiras eram fontes de sobrevivência são as lembranças registradas na memória dos primeiros habitantes da cidade, que caminhou para o desenvolvimento em 12 anos de emancipação.

 Entre as histórias está a do comerciante João Sabino Abdala Filho, 64 anos. Ele recorda as andanças de seu pai João Sabino Abdala, falecido em 1974, um dos pioneiros do comércio local, que chegou em Bertioga em 1903. O mascate saía de Bertioga sentido Ubatuba e seguia a pé até São Paulo, no bairro do Ipiranga, para vender tecido. A viagem solitária durava meses.

Sabino Filho ainda guarda fotos do caminhão que seu pai usava, anos depois, para carregar as tainhas que seguiam em caminhões para Santos. “Foi ele que abriu o trecho da avenida Vicente de Carvalho até depois do Forte, para o caminhão passar até o canal. Papai era um homem forte e determinado”, fala com orgulho.

No bairro do Indaiá permanece um dos mais antigos comércios de Bertioga, o Bar Antônio Rodrigues Mercearia-ME, de propriedade de Antônio Rodrigues, 78 anos. Com a sabedoria de quem viu Bertioga dando os primeiros passos rumo à emancipação, o comerciante aprova o crescimento da cidade, mas afirma que as mudanças também trouxeram preocupação. “A falta de segurança é o que mais assusta”, declara Rodrigues. Ele afirma que antigamente era muito melhor. “Nós vivíamos em paz e a maior alegria era pescar. Havia muitos peixes, principalmente tainhas”, relembra.

As obras do Sesc Bertioga e da Riviera de São Lourenço, além da abertura da estrada Guarujá-Bertioga e o início das atividades da balsa de travessia entre os dois municípios são lembrados por Nestor Pinto de Campos Filho, 74 anos, como propulsores do desenvolvimento de Bertioga. “Nesta época, Bertioga era um mato só. A gente trabalhava na colheita de bananas, na fazenda Itaguaré, e no corte de mato nas terras onde hoje é a Riviera. Estes produtos seguiam todos para exportação. A vida era difícil, mas a tranquilidade era o que a gente tinha de melhor”. afirma.


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