Pesca amadora foge à sazonalidade - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
Voltar para especial bertioga

O movimento de pescadores amadores em Bertioga é visível o ano inteiro. Por contar com várias opções para os mais diferentes tipos de pesca (canal, rios, praias, costões, alto-mar e mergulho), a atividade foge à sazonalidade comum em outros setores e movimenta parte da economia do município, pois atrai turistas mesmo nos dias de frio e chuva.

Em toda a cidade existem lojas de equipamentos de pesca e a Associação Náutica dos Proprietários de Barcos para Fretes (Nautmar), que oferece aos pescadores toda a infraestrutura para uma boa pescaria em alto-mar, com aluguel de equipamentos e embarcações com capacidade para até 12 pessoas.

Segundo os pescadores da região, os locais mais indicados para a pesca em alto-mar são: Montão de Trigo, Pontão do Indaiá, Cascalho e Ilha de Monte Pascoal. Para quem gosta de ir a fundo, a prática da pesca de mergulho tem como referência a barra do canal de Bertioga, próximo ao costão da Ponta da Armação, Ilha Rasa, e Ilha dos Guarás, em frente à Prainha Branca.

Aos adeptos de horas de silêncio e calmaria, as águas do canal de Bertioga são excelentes para a pesca a bordo das lanchinhas de motor de popa. Para esse tipo de pescaria existem empresas aptas para alugar barcos, iscas, motores e dar informações sobre os locais de maior produtividade.

Já para quem só tem a linha e a isca, o píer do canal de Bertioga e as praias da Enseada e de Boraceia, onde anualmente, no mês de março, acontece o Torneio de Pesca de Lançamento Prova Cidade Bertioga, promovido pelo Clube Aramaçan, de Santo André, com apoio da prefeitura de Bertioga, são ótimas opções. A cidade conta, ainda, com as bacias hidrográficas do Itapanhaú, Itaguaré e Guaratuba, excelentes para a pesca esportiva.

Pescadores locais buscam direitos

 O direito dos pescadores locais da cidade é defendido pela Colônia de Pescadores Z-23. Entre os trabalhos da entidade está a luta para garantir o seguro desemprego dos pescadores do munícipio, durante o período de defeso de espécies como o camarão, robalo, caranguejo e ostra. O direito é garantido pelo governo federal a todos os pescadores registrados no Ministério da Agricultura. Criado a partir de uma portaria do Ibama, o defeso começa no dia 1º de março com duração até 1º de maio. No ano passado, 20 pescadores receberam o benefício.

Atualmente com 200 associados, a Colônia de Pescadores Z-23 é presidida por Enéas Xavier, sendo uma das mais estruturadas em todo o estado, com sede própria e toda a documentação exigida pelo governo.

A Colônia de Pescadores Z-23 foi também a primeira a se preocupar em instalar recifes artificiais com blocos de concreto jogados no oceano com o propósito de abrigar filhotes de peixes, evitando assim a pesca predatória no mar.

A Colônia conta, ainda, com um projeto pronto para a criação do robalo peba, que prevê a engorda dos filhotes em tanques-redes. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


Embrapa e o novo parceiro

 A Sobloco Construtora Continua buscando soluções para a correta destinação de todos os resíduos sólidos gerados na Riviera. Para isso, a empresa estará, ainda este mês, firmando um convênio de parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisas Agrícolas – Embrapa-, para iniciar estudos de aproveitamento do lodo acumulado nas estações de tratamento de esgoto do empreendimento. “A Embrapa começará a fazer as análises para transformar o material em adubo ou fertilizantes, para voltar para a natureza”, informou Luiz Carlos Pereira de Almeida. A assinatura do convênio será em São Carlos, interior de São Paulo.

Vários trabalhos de conservação ambiental são desenvolvidos na Riviera, tendo como meta a qualidade de vida do bairro e da cidade onde está inserida. Para isso, o empreendimento conta com um moderno sistema de tratamento de esgoto, captação, adução, tratamento e distribuição de água e laboratório de controle ambiental para o monitoramento das águas. Já para dar o destino correto aos resíduos sólidos gerados no bairro, a Riviera conta com sistema de coleta, triagem e venda de lixo reciclável, com saldo positivo de 11 toneladas/mês, compostagem de podas de vegetação, para fabricação de adubo natural. Projetos pioneiros também se somam às iniciativas como o projeto Pilhas, coleta e destino de pilhas usadas na construção de guias e sarjetas; central de reaproveitamento de materiais para construção e o reaproveitamento de embalagens longa vida.

Outros destaques são: viveiro de mudas implantado em 1980, com a produção de mais de 100 mil mudas de plantas; plantio de mais 15 mil árvores; e o projeto Clorofila - programa de educação ambiental desenvolvido com sucesso junto à comunidade local e as escolas do município.

FUNDAÇÃO CUIDA DO SOCIAL

 Idealizada pelo diretor da Sobloco Construtora, engenheiro Luiz Carlos Pereira de Almeida, a Fundação 10 de Agosto, entidade civil de direito privado e sem fins lucrativos, com sede na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, foi criada a partir da preocupação com a melhoria da qualidade de vida dos moradores e trabalhadores de Bertioga, através do seu aperfeiçoamento profissional e crescimento pessoal. Constituída em 10 de agosto de 1992, em homenagem ao dia de São Lourenço, a entidade oferece cursos para pintores de obra, pedreiros, assentadores, encanadores e eletricistas, tricô, crochê, pintura em tecido e bordado, especialização para zeladores e caseiros, ginástica, balé, corte e costura, teatro, inglês, computação, música e escolarização de adultos. O objetivo é a colocação de mão de obra local e incentivo à geração de renda, além da autossustentabilidade dos participantes. Para Luiz Carlos Pereira de Almeida, a Fundação é uma grande conquista. “Tenho a alegria de ver que estamos conseguindo elevar o nível cultural do município. Para isso contamos com o apoio de muita gente de bom coração”, destacou.

Dois cursos que atraem a atenção dos jovens são de luteria, que ensina a confecção de instrumentos musicais, para depois serem usados nas aulas de música; e marchetaria, técnica de construção de pequenos objetos a partir de sobra de materiais. Os trabalhos realizados pelos alunos são comercializados em um ponto de venda da fundação, no Riviera Shopping, e o resultado reverte para os alunos, contribuindo como complemento do orçamento familiar.


Veja também

Riviera é pedra fundamental do desenvolvimento

Empreendimento atrai investidores e é responsável pelo grand...

2004

© 2018 Todos os direitos reservados ao Sistema Costa Norte Comunicação | Powered by Mundiware