Cultura indígena é preservada - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Ela realmente veio para ficar. A terceira edição da Festa Nacional do Índio comprovou definitivamente que Bertioga deu um passo certo no resgate e valorização da cultura indígena do país. Segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo, Comércio e Negócios Náuticos, este ano os quatro dias de festa atraíram cerca de 80 mil pessoas à praia da Enseada, entre elas, turistas e imprensa estrangeira, como emissoras de televisão da Alemanha, Áustria, França, Japão e Itália.

Os personagens principais da confraternização entre brancos e indígenas foram os 462 índios das etnias karajá, bororó, paresi, suruí, xavante, xerente, xikrin, além de representantes dos grupos yawalapiti e waurá, do parque Nacional do Xingu, além da Comunidade Tupi-Guarani, da Terra Indígena Ribeirão Silveira, localizada em Boraceia.

Os organizadores do evento aproveitaram a oportunidade para homenagear o indigenista Orlando Villas-Bõas, falecido no ano passado, e o jesuíta José de Anchieta, pelos 450 anos de sua passagem pelo Brasil.

Quem visitou a estrutura montada para a festa pôde apreciar diversas atrações como a feira de artesanato, culinária indígena, rituais, danças, atividades esportivas, documentários e exposições na Casa da Cultura, de quadros dos artistas plásticos Sandro Bueno Justo e Rossana Aguilera.


Ribeirão silveira conta com novas moradias 

 A Terra Indígena Guarani Ribeirão Silveira já conta com 49 casas, das 59 projetadas especialmente para melhorar as condições de vida dos 290 índios tupis-guaranis que habitam 48 hectares de terra, no bairro de Boraceia, divisa com Bertioga e São Sebastião. Para a mudança definitiva, os índios ainda aguardam as ligações de luz e água. O programa das casas indígenas foi iniciado em janeiro de 2002, pelo governo do estado em parceria com a prefeitura de São Sebastião.

As prefeituras de Bertioga e São Sebastião dividem a responsabilidade de preservar a dignidade humana e a cultura dos moradores da aldeia do Rio Silveira. Para o técnico indigenista e chefe do posto indígena, da Fundação Nacional do Índio – Funai -, Marcio José Alvim do Nascimento, os dois municípios são modelos no trato com a questão indígena. “O trabalho desenvolvido na Rio Silveira deveria ser seguido por todos os municípios que possuem terras indígenas”.

Bertioga é responsável pelo setor de educação, e mantém uma escola onde além das matérias normais do currículo são acrescentados o idioma tupi e, com maior ênfase, as disciplinas de geografia e ecologia, usadas no cotidiano da comunidade. Ainda este ano, segundo Márcio Alvim, a prefeitura de Bertioga começará a construir uma enfermaria e uma unidade de saúde no local.

Direito à Terra - O processo de liberação de demarcação da Terra Indígena Guarani do Ribeirão Silveira está em Brasília, aguardando o parecer do Ministério da Justiça. A resposta deve sair em 90 dias quando o ministro irá declarar a nova demarcação ou pedir novos estudos. Caso o posicionamento seja positivo, a Terra indígena passará dos atuais 48 hectares para 8.500 hectares.

Com o aumento do território os índios vão poder ampliar os projetos de subsistência, como o Jejy, que envolve 350 pessoas no reflorestamento de palmitos juçara, açaí, hibrido e pupunha; e o programa de criação de capivaras.


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