Bertioga resgata inicio da colonização do país - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Quem passa pelo centro de Bertioga já começa a sentir os ares de mudança e respeito pelo patrimônio histórico do município. O projeto Resgate da História, idealizado pelo prefeito Lairton Gomes Goulart, conseguiu recuperar a riqueza de um importante momento do início da colonização do Brasil, pelos portugueses, lembrando a importância de Bertioga no cenário nacional.

O Parque dos Tupiniquins é hoje o ponto de referência para quem quer conhecer uma saga que teve início em 1532, quando foi erguida, em paliçada, a primeira fortaleza do país. Réplicas antigas de armaduras e armas da esquadra portuguesa, do século XVI, quadros, artesanatos indígenas, salas temáticas, além dos bustos dos padres Manoel da Nobrega e José de Anchieta, que passaram pela região, fazem parte do acervo histórico.

O artesanato indígena atual também é valorizado com uma oca para a exposição dos trabalhos da comunidade tupi-guarani, da Terra Indígena Ribeirão Silveira. A oca foi montada numa área que terá, ainda, espaço para atividades culturais. O Parque dos Tupiniquins pode ser visitado diariamente das 9h às 17 horas. A entrada custa R$ 1,00 e a verba arrecadada é destinada ao Fundo Social de Solidariedade do município. 

Cunhambebe: a primeira estátua de bertioga 

Na área externa do Forte São João, a primeira estátua de Bertioga chama a atenção dos visitantes: é o bravo guerreiro Cunhambebe, da tribo dos tupinambás, que habitavam Ubatuba e faziam negociações com os franceses. Grande apreciador de carne humana, o guerreiro liderou a Confederação dos Tamoios, reuniu mais de 20 mil guerreiros indígenas. Eles pretendiam atacar Bertioga, Santos e São Vicente, região onde agiam os portugueses.

Persuadido pelo padre Anchieta, o chefe tamoio veio para Bertioga com o jesuíta e selou um pacto de paz, em São Vicente. De volta para Ubatuba, o guerreiro desarmou suas tribos e voltou a viver em paz. Mas, traído pelos portugueses, teve sua aldeia atacada e seu povo dizimado. Ele próprio foi ferido no combate e morreu. No Parque, as duas etnias são homenageadas: os tupiniquins, com o nome do parque, e os tupinambás, com a estátua de Cunhambebe, erguida com o rosto voltado para Ubatuba.

Quadrinhos retratam o passado 

Com 58 páginas recheadas de aventura e cor, o gibi intitulado Bertioga, Berço da História do Brasil conta uma história que não está escrita nos livros oficiais. De autoria do prefeito Lairton Gomes Goulart, o material tem o objetivo de registrar, por meio de uma leitura leve e aprofundada, os personagens que fizeram parte da chegada dos portugueses ao Brasil, durante o período da colonização e toda a saga de heróis que deram sua vida pelo primeiro povoado do país.

O livro mostra a passagem dos jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nobrega, do artilheiro alemão Hans Staden, as longas guerras dos índios tupiniquins e tupinambás e as partidas de Estácio de Sá, do Forte, para fundar o Rio de Janeiro, em 1565, e da esquadra de Martin Afonso para fundar a Vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1532.

Todas estas aventuras são contadas em detalhes até culminar com os dias de hoje, na Festa Nacional do Índio, em comemoração à paz selada entre brancos e índios. A história em quadrinhos foi avaliada e aprovada pelos professores da rede municipal e será distribuída aos alunos das 1ª a 4ª séries e trabalhada com os demais estudantes. O material também pode ser encontrado no Forte São João, por R$ 7,00. A verba arrecadada com as vendas será destinada ao Fundo Social de Solidariedade de Bertioga.


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