Em itatinga, perca a noção do tempo - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Uma vila de construções tipicamente inglesas, com poucas residências, todas iguais e dispostas ao longo de uma mesma rua. Na frente das casas, gramados aparados e bem cuidados se estendem até chegar ao centro da rua onde, na verdade, passam os trilhos do bondinho elétrico, ou Maria Fumaça, meio de locomoção na vila, além de bicicletas. Carros, nem pensar!

O único acesso ao local é por  barcos até chegar a um portinho onde o morador ou visitante pega um bondinho, com características do século passado, todo aberto, que proporciona o mais belo visual de uma região privilegiada, encrustada no sopé da Serra do Mar. No local, o silêncio é cortado apenas pelos sons de árvores, pássaros, riachos, cachoeiras.

O que parece cenário de filme do passado é o destino mais procurado pelos turistas, principalmente estrangeiros, amantes da natureza. Ele fica bem próximo, a pouco mais de 100 quilômetros de São Paulo, e também é considerado o santuário ecológico de Bertioga. Assim é a Vila de Itatinga, que abriga uma das maiores biodiversidades do planeta.

Construída pelos ingleses no século passado, ela ainda mantém as características originais e também abriga a primeira Usina Hidrelétrica do Brasil que, em 10 de outubro de 1910, passava a gerar energia para o porto de Santos, o que acontece até hoje, com seus equipamentos e instalações em perfeitas condições.

A vila é mantida pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) que controla as visitas feitas por turistas e agências cadastradas, a atuar no local. A travessia do rio Itapanhaú até o portinho de Itatinga é feita em uma barca da empresa. Depois o transporte é feito no bondinho por 7,5 quilômetros, passando por vários ecossistemas como mangues, mata de restinga, riachos. No caminho, é possível observar as ruinas da capela de Nossa Senhora dos Pelais que datam do século XVIII.

Na vila, há apenas uma escola, padaria, posto médico, anfiteatro e a capela da padroeira Nossa Senhora da Conceição. Nas casas moram os funcionários que trabalham na usina hidrelétrica e que deixam esse paraíso assim que se aposentam.

Há também o clube de futebol local que, anualmente, realiza o Festival de Itatinga, no dia 7 de setembro, data em que a vila é aberta ao público, com uma grande festa, embora a entrada também seja feita sob controle para evitar o excesso de visitantes.


Patrimônio deve ser preservado 

A grande procura por Itatinga, divulgada até internacionalmente, mostra o valor desse patrimônio histórico, cultural e ambiental. Para preservar o refúgio ecológico foi desencadeada, há três anos, uma manifestação popular e de autoridades municipais e estaduais que resultou no pedido de tombamento de toda a área. A medida ainda tramita no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

A abertura do procedimento, chamado “guiché” e protocolado sob o nº 00725/99, em 29 de dezembro do mesmo ano, foi suficiente para assegurar a preservação da Vila de Itatinga cercada por montanhas, trilhas que levam a cachoeiras com quedas d’água deslumbrantes e piscinas naturais de águas cristalinas. Outra atração é o próprio rio Itatinga (à direita), com águas transparentes e com várias piscinas formadas pelas pedras que margeiam o rio, uma imagem rara e difícil de esquecer.


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