Cresce o número de condomínios em Bertioga - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Para quem mora ou frequenta Bertioga constantemente, é visível a explosão de construções por todos os lados. São apartamentos, casas, loteamentos que começam a mudar um pouco a imagem da cidade. Mas, sem dúvida, o número de condomínios bate todos os recordes. Em apenas um ano, foram registrados mais 100, entre residenciais e prédios de apartamentos, segundo pesquisa realizada pelo Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista. Portanto, o município conta com cerca de 300, afirma a presidente da entidade, Leny Natividade do Prado Reis, que não soube explicar o motivo desse crescimento desenfreado.

Fundadora também do sindicato desde sua criação em 1989, Leny Reis confirma que, de todas as cidades da Baixada Santista, Bertioga é a que registra maior procura de investidores na construção civil. Em todo o litoral, de Ubatuba a Peruíbe, estão cadastrados pela entidade 12 mil condomínios.

Como o crescimento em Bertioga é latente e a entidade se ressente da falta de informações para ter uma noção real da situação e dos problemas enfrentados, o sindicato poderá manter esquemas de plantão de atendimento, uma vez por semana, caso haja necessidade e procura. A encarregada será a delegada regional de Guarujá e Bertioga, Débora Santaella Gonsales.

Fenômeno

Para Ivan de Carvalho, um dos sócios da Riviera Administradora Patrimonial Ltda., é preciso analisar a questão em âmbito nacional. O próprio censo mostra que as pessoas estão vivendo mais nas cidades, onde a população urbana vem aumentando. “Uma das formas de ocupação urbana é a verticalização. Esse processo de morar em edifícios atingia a classe média e média-alta, mas hoje está até nas periferias das grandes cidades com projetos como Cingapura e Cohab, onde encontram-se habitações em condomínios de nível popular”.

Por outro lado, segundo Carvalho, a classe média buscou alternativas como os conhecidos condomínios horizontais. “É um fenômeno que acontece no Brasil inteiro por questões basicamente de ocupação do solo urbano e segurança, que tem sido a grande motivação”.

Além desses fatores, a opção por condomínios no litoral está ligada à manutenção e conservação do imóvel. “Às vezes, as pessoas reclamam do valor do condomínio, mas se formos pensar no valor individual para manter uma casa, ele seria provavelmente muito maior do que o condomínio que tem uma economia de escala". Segundo Ivan de Carvalho, o condomínio é uma instituição extremamente democrática onde todas as despesas são contabilizadas.

Belezas naturais atraem investidores para a região  

Responsável pela administração de 108 condomínios na cidade de Bertioga, incluindo a Riviera de São Lourenço, e 18, na costa sul de São Sebastião, Ivan de Carvalho é categórico ao afirmar que a proximidade com São Paulo e as belezas naturais da região são os principais fatores que atraem os investidores. “Acredito que Bertioga e a costa sul de São Sebastião sejam a melhor opção de investimento e crescimento do litoral paulista. Na Baixada, há cidades praticamente urbanas como Santos e Praia Grande, enquanto as do litoral sul estão mais distantes de São Paulo. Já Guarujá, que tem condomínios belíssimos, vive um momento social e político difícil. Felizmente estamos tendo a oportunidade de contar com uma ocupação de boa qualidade, com pessoas de bom nível econômico”.

Porém, para dar conta desse crescimento, é preciso investir em cursos de qualificação profissional visando absorver mão de obra local. Segundo Carvalho, os condomínios de Bertioga geram, em média, 1.200 empregos sendo que 95% dos funcionários estão devidamente registrados. Ele afirma que a cidade deve se preocupar em fornecer cursos específicos para zeladores, caseiros, faxineiros e aproveitar as pessoas da região para evitar a corrente migratória.

Além de se preparar para esse crescimento, o município deve rever o seu próprio Plano Diretor e contar com infraestrutura urbana para dar conta da demanda e atrair novos investimentos. “Esse crescimento é inevitável e Bertioga vai ter de se preparar", conclui Carvalho.


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