Energia era gerada em Bertioga - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Parece que a história de Bertioga está ligada à geração de energia. Mas essa importante atividade econômica foi baseada na Usina Hidrelétrica de Itatinga que, desde 1910, abastece o porto de Santos. Muito antes, entre os séculos XVII e XVIII, o então povoado denominado Buriquioca (Morada dos Macacos) teve sua economia impulsionada pela criação da Armação das Baleias no mesmo período em que o Brasil passava a contar com iluminação pública e particular gerada com azeite de peixe.

Com sucursais em São Sebastião e na praia do Góes, em Guarujá, a sede da Armação das Baleias era no velho Forte São Felipe. Nele ficavam todos os apetrechos da nova indústria, como relata o livro Bertioga Histórica e Legendária 1531/1947,  editado por Armando Lichti, em 1948. O porto das embarcações ficava junto à ilha do Guaibê, como era chamada, na época, a ilha de Santo Amaro (Guarujá).

No local foi construído um cais de 200 metros de extensão e duas rampas. Enormes tanques para depósitos de óleo foram abertos junto à velha igreja de Santa Antônio de Guaibê que, mais tarde, foi também chamada de Santo Antônio da Armação.

Na ilha foram construídas grandes casas que serviram de residência para os administradores e chefes de serviço, além de pouso para padres e hóspedes. A vila que nascia superava até a Bertioga continental.

Naquela época, as baleias eram abundantes e delas era extraído o óleo, matéria-prima para a iluminação particular, pois a pública surgiria mais tarde, mantida exclusivamente com óleo de peixe.

O povoado de Buriquioca passou a ser responsável pela iluminação de Santos, São Vicente, São Paulo de Piratininga, São Sebastião e parte do Rio de Janeiro, que também contava com a Armação Guanabarina.

Em Bertioga, a atividade durou mais do que as localizadas nas regiões Centro e Norte do país. O motivo é que as águas frias do Sul retinham as baleias por mais tempo, uma vez que essas espécies buscavam refúgio às perseguições.

Por cerca de 200 anos, o povoado forneceu luz para as duas capitanias até a chegada do gás carbônico. Ele começou a ser usado na iluminação pública de Santos após a guerra com o Paraguai, entre 1870 e 1872.

Mesmo assim, Bertioga continuou servindo a cidade, pois dos mananciais do rio Itapanhaú e da Usina Hidrelétrica de Itatinga, a energia era gerada com fornecimento regular,  o que depois continuou movimentando o porto de Santos.


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