Forte são joão contará com parque turístico - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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 A proposta de implantar um Parque Turístico Histórico-Cultural no mesmo local onde fica o marco principal da história, não só de Bertioga, mas do Brasil, está em estudo pela prefeitura. Já foram iniciadas as avaliações dos imóveis localizados na área do entorno da fortaleza para desapropriações, o que deverá ficar em torno de R$ 1 milhão, estima o prefeito Lairton Gomes Goulart.

Ele espera transformar o espaço em novo atrativo turístico, ocupando-o com atividades variadas. Já, as dependências do monumento, que hoje abrigam exposições fotográficas, deverão contar com vestimentas de soldados da época, utilitários usados pelos indígenas, mapas, canoas, materiais e utensílios que farão parte de uma exposição permanente.

Palco de guerras e atrocidades no passado, o monumento foi erguido em paliçada de madeira em 1532 com a denominação de Forte São Tiago. Foi dele que a esquadra de Martim Afonso de Souza partiu para fundar,  em 22 de Janeiro mesmo ano,  a Vila de São Vicente. Foi dessa mesma fortaleza,  construída para defender a região de ataques dos inimigos,  piratas e indígenas,  que a esquadra de Estácio de Sá saiu, em 27 de janeiro de 1565, para fundar a cidade do Rio de Janeiro.

A primeira grande reforma no monumento aconteceu em 1547, quando ocorreu o ataque vitorioso dos tupinambás. Já em 1699, ganhava as características atuais sendo rebatizado como Forte São João, em 1765, devido à restauração da capela erguida em louvor ao santo. O forte foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1940, época em que foi iniciado seu processo de recuperação, que acabou sendo interrompido nos anos 1960, quando o Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga cancelou convênio com o Iphan para ocupar o local.

Tropas

Suas instalações foram usadas pelo Exército para abrigar as tropas até 1945. Mas, a última ocupação militar foi como quartel de pelotões de vigilância dos 4º e 6° Batalhões de Caçadores defendendo a região da ameaça alemã durante a 2ª Guerra Mundial (1939/1945). Depois, o Forte São João alojou o destacamento da então Força Pública, hoje conhecida como Polícia Militar do estado.

Com autorização dos ministérios da Guerra, Marinha e Fazenda, a partir de 1958, sediou o Museu João Ramalho, do Instituto Histórico e Geográfico Guarujá-Bertioga. A partir de 1962 foi transferido, com outras construções militares, para a jurisdição do Ministério da Educação e Cultura e Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1966, o Iphan retomou o processo de restauração após receber o imóvel em precário estado de conservação. No entanto, as obras foram contestadas em ação popular na 1ª Vara Federal de Santos, alegando a descaracterização do monumento quinhentista.

O fato provocou o fechamento do forte ao público por mais de um ano, mas ele foi reaberto em 19 de abril do ano passado, durante as comemorações da I Festa Nacional do Índio, promovida pela prefeitura de Bertioga, e continua com seu espaço destinado a exposições.


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