Riviera transforma-se em laboratório ambiental - Sistema Costa Norte de Comunicação Bertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Com nove milhões de metros quadrados e 4,5km de praias sem poluição, o empreendimento Riviera de São Lourenço teve como preocupação principal, desde o início de sua implantação, em 1979, a preservação da natureza. Hoje, com capacidade para atender cerca de 30 mil moradores e infraestrutura de primeiro mundo, o projeto, denominado Praias Paulistas S/A, Companhia Fazenda Acaraú, e idealizado pela Sobloco Construtora S/A, responsável por sua comercialização, transformou-se num laboratório de experiências ambientais.

Já em 1981, com as obras de infraestrutura, a Sobloco montou um viveiro de mudas, para que fossem produzidas e utilizadas na ornamentação das praças e ruas, bem como no cultivo da vegetação local. Com 30 mil metros quadrados, o viveiro tem hoje 60 mil mudas e 18 funcionários, através de serviço terceirizado, que são responsáveis pela sua manutenção, explica Artur Guilherme Richter, coordenador da Sobloco.

UTI - No mesmo ano, foram compradas quatro mil mudas de coqueiro real da Bahia, que acabaram tendo problemas de aclimatação, o que levou a Riviera a criar uma UTI - unidade de terapia intensiva -,  para tratamento das plantas. O sucesso do trabalho pioneiro fez com que a UTI fosse mantida até hoje. A preocupação em destinar um terço da área total do empreendimento, ou seja, três milhões de metros quadrados, para a preservação do verde levou a empresa a publicar,  em 1984, o manual de convivência com a flora e fauna da Riviera de São Lourenço, um guia de educação ambiental para os proprietários de lotes. Outras experiências importantes estão relacionadas ao uso de adubos orgânicos e do capim nativo, aproveitado para a fixação de taludes nos canais de drenagem, substituindo o concreto.

Reciclagem - Através de um programa de educação ambiental, foi iniciada em 1990 a coleta seletiva de lixo. São separados alumínio, papel, vidro e plástico, que vão para uma Central de Triagem. Outro trabalho pioneiro é a pesquisa com as pilhas. "Nos Estados Unidos, elas já são recarregadas. Aqui não existe reaproveitamento", explica Richter. Por este motivo, a Sobloco começou a analisar o que fazer com as pilhas jogadas fora e que contaminam o meio ambiente pela exposição do mercúrio. Chegou-se à conclusão que uma forma de eliminar o problema é colocá-las dentro do concreto. É preciso descobrir quantas podem ser depositadas em cada metro cúbico de concreto. "Estamos em fase experimental. Mas, assim que a equipe técnica concluir os estudos, será feita divulgação e lançada campanha oficial".

Há três anos, foi criada uma Central de Reaproveitamento de Restos de Materiais de Obras, para evitar o desperdício de material.


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