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O comerciante Manoel Antônio Albino, de 77 anos, desempenhou um papel fundamental para a vida dos moradores de Bertioga, há 50 anos. Filho do proprietário de uma empresa atacadista de Santos, ele fornecia as mercadorias para os poucos estabelecimentos comerciais da época em Bertioga.

Com suas constantes visitas ao então distrito, Albino conheceu aquela que viria a ser sua mulher, Araci Nehme, filha de Elias Nehme - avô do atual vereador Ney Nehme (PSD). Desde então, o comerciante dividiu sua vida entre Santos e Bertioga. Um dos seus filhos, Evaldo Tadeu Albino, é atualmente o chefe de Gabinete do prefeito Luiz Carlos Rachid.

Foto: Arquivo JCN

A primeira viagem de Manoel Albino a Bertioga ocorreu em 1943. Ele veio ajudar um colega a "elaborar as escritas" do comércio do distrito, porque o serviço estava atrasado. A partir deste primeiro contato, ele também passou a fornecer mercadorias para alguns estabelecimentos comerciais, como o empório da família Rodrigues, no Indaiá.

Chegar em Bertioga era uma aventura, pois o único meio de ligação entre Santos e o distrito era o canal.  Albino embarcava numa lancha, próximo à alfandega de Santos, e viajava por duas horas, no mínimo. O desembarque era feito na Vila. Já para atingir as demais regiões do distrito, o único caminho era a praia, explica o antigo comerciante.

Nessa época, Manoel Albino conheceu outras personalidades importantes na história de Bertioga, como Manoel Gajo, Coreolano Mazzoni (pai do emancipador Licurgo Mazzoni), Rafael Costábile, Sabino Abdala e Seade Bichir. Periodicamente, todos eles se reúnem para jogar sueca.

Albino lembra com humor de um episódio ocorrido com Manoel Gajo, no final da década de 1940. Após a festa de inauguração do Sesc Bertioga, os participantes do evento voltaram para a Vila num caminhão. Em certo trecho do percurso, ouviram um estouro, semelhante ao de um tiro. Na verdade, tratava-se de uma garrafa de champanhe, que Manoel Gajo trazia da festa. Depois do susto, os passageiros caíram na gargalhada, conta Manoel Albino.


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