Bertioga resgistra aumento de empreendimentos - Sistema Costa Norte de Comunicação Bertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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A construção civil tem registrado aumento de empreendimentos em Bertioga, no último ano, a ponto de eles representarem 50% em relação às ofertas em Guarujá. Pesquisa realizada em setembro de 1996, pela Guilherme Martins Engenharia de Avaliações S/C Ltda., a pedido do Sinduscon-Regional Sul, apresenta um panorama do mercado imobiliário na Baixada Santista, entre os municípios de Bertioga a Mongaguá.

Foto: Arquivo JCN

De acordo com os dados, Bertioga teve 26 lançamentos referentes a conjuntos de casas ou prédios de apartamentos novos à venda, não se analisando o mercado de usados, explicou Manuel Tavares da Silva Filho, presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista. O maior número de lançamentos foi em Praia Grande (147), seguido de Santos (137), Guarujá (50), Bertioga (26), Mongaguá (16) e São Vicente (15).

Foto: Arquivo JCN

"Não dá para analisar, com certeza, o que está acontecendo em Bertioga", explica Tavares, mas uma das características da cidade é que seus imóveis, em média, contam com maior área útil, demonstrando que o consumidor tem poder aquisitivo. A pesquisa mostra que Bertioga tem um dos valores unitários mais altos por área útil. A maioria dos lançamentos é na Riviera de São Lourenço, depois, pelas avenidas Anchieta, João Ramalho e também em Boraceia. Em sua maioria, prédios ou casas de dois a três quartos.

Foto: Arquivo JCN

 Produção cara - Porém, segundo Mar Ferreira Marques, presidente do Conselho da Assecob, a produção hoje, em Bertioga, é a mais cara da região. Há dificuldades de mão de-obra, alojamento, controle da obra em função da distância, logística complicada e não existe uma malha viária compatível, encarecendo o transporte. Tudo isso aliado às altas taxas das obras e aos impostos, como IPTU, poderá inviabilizar ou inibir novos empreendimentos.

Foto: Arquivo JCN

Outro problema agravante, de acordo com Fábio Martins, diretor da empresa responsável pela pesquisa, é a própria legislação ambiental, que poderá dificultar novos lançamentos. "Outro empreendimento com o porte da Riviera não será fácil desenvolver". E, enquanto a legislação restringe empreendimentos, áreas de proteção ambiental são ocupadas de forma irregular, aumentam as invasões e o número de favelas, o que inviabiliza, inclusive, projetos voltados à habitação popular, comenta Marcelo Ferreira. Para ele, a solução seria a criação do Conselho Municipal de Habitação, com fundo específico, para tentar solucionar o problema do déficit habitacional na cidade.


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