Invasões aumentam em todo o município - Sistema Costa Norte de Comunicação Bertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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No mapa oficial do município de Bertioga, a cor verde é predominante, correspondendo aos quase 400 km² de Mata Atlântica que cobrem seu território. Hoje, no entanto, este verde está pontilhado por dezenas de bairros clandestinos, que surgiram silenciosamente ao longo dos últimos anos.

Estima-se que, pelo menos, 10% da população da cidade estão morando em barracos de madeira, construídos em áreas de proteção ambiental, sem a menor infraestrutura e em condições precárias. Esses moradores se instalaram nessas áreas gradativamente, construindo seus barracos à noite. 

As invasões de áreas em Bertioga são um dos mais delicados problemas a ser enfrentados pela administração municipal. Além de representar um problema social, as invasões estão comprometendo a preservação do meio ambiente e o próprio desenvolvimento turístico do município.

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O avanço dessas verdadeiras "cidades de madeira" foi, ironicamente, acelerado pelo crescimento do mercado imobiliário Os moradores das áreas invadidas são, geralmente, trabalhadores da construção civil, que chegaram a Bertioga atraídos pela oferta de mão de obra no setor.

Com a vinda desse contingente, o surgimento das favelas acabou sendo inevitável, tendo em vista a falta de um programa habitacional e o alto valor dos aluguéis. Com isso, apareceram, nos últimos anos, quatro grandes focos de invasões, nos bairros de Boraceia, Indaiá, Jardim Rio da Praia e Centro.

 Nas áreas invadidas mais recentemente, a população vive em situação de semiclandestinidade: não há serviços de correio ou coleta de lixo; as "ruas" não têm nome; não há fornecimento de água encanada nem energia elétrica; e o esgoto é geralmente lançado na vegetação.

Projeto - No mês passado, a administração municipal iniciou um projeto para tentar  conter o avanço das invasões  de áreas. O projeto consiste no cadastramento de todas as famílias que vivem nesses locais. Este levantamento, iniciado pela área de Vicente de Carvalho II, deverá conter informações sobre o número de pessoas de cada família, número de cômodos das moradias, e situação sócioeconômica dos cadastrados. Além disso, os barracos foram numerados, fotografados e mapeados.

Com este levantamento, a prefeitura espera conter as invasões, pois terá condições de identificar novos focos de ocupações de área. Os moradores também foram orientados a não permitir que novos moradores instalem-se nesses locais.

O cadastramento que está sendo feito pela prefeitura servirá para um futuro programa habitacional, que venha a ser implantado na cidade. Conseguir a aprovação de um programa de habitação popular pelo governo estadual é um dos objetivos perseguidos atualmente pela administração Rachid.


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