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Pare e pense: todos os dias, você acorda e faz a sua primeira refeição, o café da manhã. Terminado o desjejum, sobram migalhas de pão, caixa de leite, coador de papel, cascas de frutas, potes de iogurte,entre outros itens. É assim que tem início a geração de uma enorme quantidade de lixo doméstico, que continua aumentando e só termina à noite quando você vai dormir.O resultado é que geramos,em média,½ quilo de lixo diário por pessoa, ou 65 toneladas diárias somente em Bertioga.

Foto: JCN

Uma enorme quantidade de resíduos sólidos, de grande potencial reciclável e/ou reutilizável, cujos benefícios são a geração de renda, proteção à saúde pública,economia de recursos naturais e de energia. Convenhamos, não é pouco.

Em Bertioga, um modelo de coleta seletiva e de reciclagem de resíduos sólidos encontra-se na Riviera de São Lourenço.Um programa pioneiro, criado em 1993, e prestes a bater a marca de 3,5 mil toneladas. Somente na temporada de verão de 2011 foram coletados, triados e vendidos 95.231 quilos de materiais diversos.

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Segundo a coordenadora do programa, Georgeta Gonçalves, a renda obtida com a comercialização dos recicláveis é revertida para as obras sociais da Fundação 10 de Agosto,entidade sem fins lucrativos com sede na Riviera, e que promove atividades relacionadas à educação, qualificação profissional e integração entre moradores de baixa renda. Para ela, a expressiva marca traduz quantitativamente o sucesso da iniciativa, inédita no Brasil.Seus resultados, conforme Georgeta, ultrapassaram os objetivos iniciais, tornando o programa o maior trabalho deste gê-nero desenvolvido pela iniciativa privada no país.“Normalmente, os projetos de coleta seletiva são gerenciados pelo poder público e vão perdendo sua força com o tempo, devido às mudanças de governo,ao alto custo e à falta de comprometimento das pessoas envolvidas”. Ela observa,ainda, que na Riviera o programa se mantém dentro do mesmo conceito original,acrescido de atualização de técnicas e aperfeiçoamento de métodos. “Por isso,conseguimos conquistar e sensibilizar um número cada vez maior de participantes e ainda expandimos os mecanismos de coleta para outros tipos de resíduos considerados perigosos”. E cita como exemplos pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes, tintas e óleos.

Foto: JCN

O Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Riviera faz parte do Sistema de Gestão Ambiental do empreendimento, certificado pela norma ISO 14001.

Ação no Sesc

Por meio do Programa Lixo: Menos é Mais, a unidade do Sesc Bertioga também efetiva ações voltadas à coleta e reciclagem de resíduos sólidos.Os materiais recicláveis da coleta seletiva são doados à CooperBen- Cooperativa de Beneficiamento de Materiais Recicláveis e Educação Ambiental, sediada no município do Guarujá (www.cooperben.org.br). Foram enviadas mais de 22 toneladas para reciclagem, até o momento. A unidade também iniciou processo de implantação de central de compostagem.

Foto: JCN

Ainda no tocante à redução da geração de resíduos, a unidade informa que busca fornecedores e produtos que possibilitem a diminuição da quantidade de resíduos, ou que tenham resíduos que apresentem destinação no mercado da reciclagem; além disso, incentiva o desenvolvimento de uma cooperativa local de recicladores.

Atuação municipal

A cidade deve atender,em breve,uma de suas principais carências ambientais- a falta de um programa de coleta e destinação de resíduos sólidos. O edital de concorrência pública sobre o serviço,publicado mês passado, atende à Lei Nacional de Resíduos Sólidos, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória a coleta seletiva de resíduos nos municípios.

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Em entrevista ao programa ‘Praia Sustentável’, da rádio Praia FM - 106,1,o diretor de Meio Ambiente Marcelo Borges detalhou os serviços. “Além dos itens básicos da prestação de serviço, a empresa que vencer a licitação terá por obrigação de contrato criar e manter uma usina de beneficiamento de óleo de cozinha, triturador de pneus inservíveis, usina de beneficiamento de coco, unidades de triagem, resíduos de construção civil e unidade de beneficiamento do rejeito de pescado, além da instalação de sete ecopontos distribuí-dos pela cidade, onde poderão ser entregues todos os tipos de resíduos”.

Foto: JCN

O diretor explicou que a cidade vai contar com uma coleta seletiva com PEVS (lixeiras) e contêineres transportados por caminhões próprios que não misturam os materiais, economizando o trabalho de triagem. Marcelo disse ainda que praticamente todas as atividades de beneficiamento remunerado dos resíduos serão desenvolvidas por cooperativas de reciclagem a ser criadas em Bertioga. Segundo ele, a empresa que vencer essa licitação terá seis meses para implantar todos os itens do contrato.  

Lixo e saúde
O lixo, quando abandonado em terrenos baldios,ruas e calçadas,oferece água,alimento, abrigo e demais condições para animais e insetos como moscas, rato, barata, escorpião, pulga, piolho, mosquitos, entre outros, que transmitem ou são vetores de diversas doenças. Por exemplo:
- O acúmulo de água em pneus, garrafas e outros materiais, proporciona o desenvolvimento do mosquito aedes aegypti,transmissor da dengue;

Foto: JCN

- Ratos que vivem em ambientes com acúmulo de lixo podem ser os vetores da leptospirose. Essa doença, comum em épocas de enchentes,é causada pela bactéria lepstopira encontrada em fezes e urina de ratos;
- A queima de resíduos sólidos a céu aberto não é uma forma segura de se livrar do lixo. É,na verdade,uma prática perigosa e extremamente poluidora.
*Fonte: Rede Nacional de Capacitação e
Extensão Tecnológica em Saneamento Ambiental - ReCESA
 


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