Sustentabilidade ao pé da letra - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Prédios construídos dentro dos padrões de sustentabilidade precisam ser erguidos de acordo com parâmetros ambientais, do planejamento à operação.

A construção civil responde por mais de um terço do consumo dos recursos do planeta; inclua-se ai 12% do consumo mundial de água doce, além da geração de 40% de todos os resíduos sólidos do mundo,de acordo com o relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza - Uma Síntese para Tomadores de Decisão, divulgado este ano pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente - PNUMA.

Diante dos desafios ambientais que a humanidade enfrenta, a construção sustentável já é vista por muitos como o único caminho para o setor de edificação civil no futuro.Chamados de construções inteligentes,os prédios construídos dentro dos padrões de sustentabilidade precisam ser erguidos de acordo com parâmetros ambientais em todas as fases - do planejamento à operação.

A vocação ambiental desses empreendimentos é atestada com selos de certificação como o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), fornecido com parcimônia pelo instituto americano U.S. Green Building Council Brasil, criado em 2004. Para obter o Leed, o imóvel tem de atender, no mínimo, a 26 exigências, de uma lista com 69. São avaliados o consumo de energia, o reaproveitamento de água, ouso de materiais certificados ou reciclados na construção e no mobiliário, a localização do prédio e a baixa produção de resíduos,entre outros itens.

Em Bertioga, um exemplo de construção sustentável ideal é a unidade do McDonald’s, localizada na Riviera de São Lourenço. A primeira da América Latina a obter a certificação Leed, categoria New Construction, concedida pelo U.S. GreenBuilding Council a empreendimentos que atendam critérios de sustentabilidade no projeto arquitetônico e na construção. “A conquista desta certificação mostra que as soluções arquitetônicas e de construção implementadas no restaurante são ambientalmente sustentáveis e reforça o compromisso histórico da empresa com a preservação ambiental”, afirma Dorival Oliveira, diretor de Expansão da Arcos Dourados Brasil.

Para o operador da unidade Riviera, Roberto Pestana, a construção do empreendimento foi um desafio e a localização ajudou a concretizar a ideia.“A Riviera de São Lourenço é o local perfeito para este restaurante.A região foi idealizada segundo parâmetros internacionais de preservação ambiental”.

Custo-benefício

Para atender as exigências da certificação,a construção pode ficar de 5% a 10% mais cara, dependendo da sofisticação desejada. Em contrapartida, o retorno vem em economia no longo prazo, tanto para o meio ambiente, como para o bolso. Na Riviera de São Lourenço, os números atestam os benefícios do empreendimento para o meio ambiente:em dois anos de operação, o McDonald’s registrou economia de 50% no uso de água potável e de 14% no de energia elétrica.

Para isso, a construção contou com a utilização de tecnologias de baixo impacto como a prevenção de poluição, o reaproveitamento de resíduos, o uso de água da chuva e de energia limpa e a utilização de materiais naturais, renováveis, reciclados e de produção regionalizada.

A unidade reúne uma série de ações sustentáveis, como, por exemplo, o sistema de captura de água pluvial, para utilização na lavagem de pisos e descargas em toaletes, o que permitiu a redução do consumo de água potável em 50%. Além disso, a irrigação dos jardins também é feita com a água das chuvas,o que significou uma economia de 100% de água potável utilizada para essa finalidade.

O McDonald’s substituiu o gás das câmaras de refrigeração por um modelo que não afeta a camada de ozônio. As peças de madeira utilizam produtos provenientes de áreas de manejo florestal e são certificadas pelo FSC (sigla em inglês para Forest Stewardship Council, ou Conselho de Manejo Florestal, em português). Há itens de decoração imitando madeira, mas que, na realidade, são de plástico reciclado. O paisagismo utilizou plantas nativas, que não precisam ser regadas constantemente, pois estão habituadas ao ecossistema.

O sistema de ar condicionado não utiliza CFC e é munido de um dispositivo que monitora as temperaturas interna e externa do restaurante. Quando necessário, o sistema desliga os aparelhos e abre as janelas automaticamente. Esse dispositivo economiza energia sem deixar o ambiente desconfortável para os clientes e funcionários. Comisso,a carga térmica necessária para a refrigeração é 25% menor.

Ainda como parte do gerenciamento inteligente de energia, o aquecimento de água das torneiras da cozinha e vestiário sé feito por meio de energia solar. A grande quantidade de paredes de vidro, destaque do projeto arquitetônico do restaurante,proporciona o uso de luz natural e as luminárias instaladas perto das janelas só acendem quando realmente necessário. Em todo o edifício, é priorizado o uso de lâmpadas LED. Todas essas iniciativas promoveram uma economia de 14% no consumo de energia do empreendimento.  

Na orla da praia

Um outro empreendimento que segue os parâmetros de edifícios ecologicamente correto já pontua a orla da praia,na Praia da Enseada. Trata-se do Dream Life, da Montmann & Gomes Engenharia. Todo o projeto, com conclusão prevista para dezembro deste ano, foi projetado com base na responsabilidade ambiental.

Dentre os diferenciais do prédio, a preocupação com a permeabilidade - toda área externa será permeável, para a absorção das águas pluviais; alteração do sistema construtivo - optou-se por alvenaria estrutural com utilização de 80% menos de madeira e ferro; captação, tratamento e reuso de água de chuva,o que irá garantir economia de 50% do uso de água potável; utilização de pisos ecológicos, com mais de 20%de conteúdo reciclado;áreas de iluminação e ventilação aumentadas em 30%, o que diminui o uso de energia elétrica, e melhora o conforto térmico.

Os responsáveis pelo empreendimento também se preocuparam com a emissão de carbono a ser gerada pelos veículos dos futuros moradores. A compensação será por meio do paisagismo (plantio de espécies nativas da Mata Atlântica), cuidadosamente estudado para este fim.“É obvio que temos de preservar o meio ambiente, mas sem hipocrisias; não se pode esquecer de preservar o homem. Pensar em projetos que contemplem o gerenciamento dos resíduos da construção civil, e que tenham a preocupação com a permeabilidade do solo é tão importante quanto se preocupar com o desmatamento”, defende o empresário da construção civil Marcos Quintana, um dos diretores da empresa. O grupo se prepara para o lançamento de mais três prédios com os mesmos padrões de construções sustentáveis na cidade ainda este ano: um no bairro Maitinga e dois no Indaiá.  


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