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  Tem-se como certo que Bertioga torne-se a cidade preferida dos funcionários de todos os níveis da futura economia petrolífera da região

Foto: JCN

Muitos fatores atraem a atenção para Bertioga. A qualidade de vida oferecida por sua natureza preservada, a proximidade com a capital, e sua posição privilegiada, na divisa entre a Baixada Santista e o litoral norte - regiões estratégicas devido aos seus portos em expansão e,mais recentemente, pelas expectativas geradas com a descoberta da camada pré-sal, na Bacia de Santos. Tais fatores reúnem pontos positivos de sobra para que a cidade seja considerada a bola da vez no disputado mercado imobiliário.Tem-se como certo que Bertioga torne-se a cidade preferida dos funcionários de todos os níveis da futura economia petrolífera da região, assim como hoje, é uma das mais procuradas pela indústria do turismo de veraneio. Vê-se então, que é preciso ampliar sua capacidade de absorver novos moradores,dentro de sua limitada área de expansão urbana - 3% de seu território.Desde a década de 1970, nenhum novo loteamento foi aprovado na cidade. As exigências de seu Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável, somadas às das atuais leis ambientais, sinalizam que, para construir em Bertioga, é preciso muito talento, paciência e responsabilidade social e ambiental.Perfil apresentado pelos responsáveis pelos loteamentos Buriqui Costa Nativa e Reserva Bertioga que, há sete anos,buscam adequar seus projetos às exigências e normas atuais, para, somente assim, receber a licença de instalação, que agora parece próxima.

Buriqui Costa Nativa

Foto: JCN

O loteamento Residencial e Complexo Turístico Buriqui Costa Nativa foi divulgado para a sociedade bertioguense dia 27 de março passado em audiência pública, quando da apresentação de seu EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental), como parte do processo de licenciamento junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.Idealizado pelo Grupo Brasfanta, o empreendimento deve ser implantadona praia da Enseada, em uma área privilegiada de 3,5 milhões de metros quadrados, localizada a poucos metros da Colônia de Férias Ruy Fonseca - o Sesc Bertioga, e entre dois bairros populosos,o Jardim Ana Paula e Jardim Raphael. A área em questão é cortada pela rodovia Rio-Santos, a SP-055 (BR 101) e pela avenida Anchieta (veja mapa).

Foto: JCN

A planta, que vem sofrendo modificações e ajustes para atender as normas ambientais desde 2005, apresenta um loteamento predominantemente residencial, com lotes para casas e edifícios de apartamentos, hotel, comércio e serviços, clubes, área de apoio, além de áreas públicas e institucionais. O projeto destina 81% da área total do empreendimento para conservação ambiental.

Segundo os responsáveis, sua implantação se fará em um período máximo de dois anos e sua ocupação efetiva deverá se estender por um período de 10 anos ou mais. Estão previstas 3,6 mil unidades habitacionais, o suficiente para comportar uma população total, no pico sazonal, de cerca de 57 mil pessoas (27 mil residentes e 30 mil flutuantes). As projeções de crescimento populacional de Bertioga apontam que, em 2015, acidade terá 53.286 mil habitantes residentes (Fundação Seade).

A presidente do Grupo Brasfanta, YaPing Chang, afirma que sua família frequenta Bertioga há muitos anos e diz não ter dúvida sobre o potencial da cidade. “A proximidade com São Paulo, o pré-sal. Há toda uma expectativa de desenvolvimento e valorização de Bertioga como polo turístico e residencial. Um dos atrativos para os investidores é todo esse potencial que a região oferece e acidade merece um empreendimento que possa valorizar o que ela tem de melhor”.

Foto: JCN

O coordenador geral do estudo, o engenheiro Sérgio Pompéia, destaca uma das características sociais do empreendimento. “A ideia é absorver mão de obra local e promover a capacitação da comunidade, assim como criar oportunidade de residências populares, com áreas destinadas para este fim dentro do próprio empreendimento”.

Ele é otimista quanto às restrições ambientais que incidem sobre a cidade. “Elas acabam por melhorar o perfil do empreendimento. O empreendedor precisa encontrar formas, e estas formas existem, de compatibilizar o desenvolvimento, que é necessário, com estas restrições. Cabe a nós fazer o bom planejamento do solo para que se dê oportunidade para todos: para a conservação e para o desenvolvimento. Eu trabalho na Baixada Santista desde 1986 e não tenho dúvida de que nós estamos entrando em um ciclo virtuoso de desenvolvimento mais equilibrado.”  

Reserva Bertioga

O loteamento Reserva Bertioga, localizado na avenida Anchieta e junto à 19 de Maio, ocupará uma área de 143 mil m², dividida em 33 lotes residenciais e comerciais como também áreas públicas,nas quais serão instalados os equipamentos urbanos propostos pela administração municipal, como o sistema viário, por exemplo. Como compensação ao desmatamento será reservada uma área verde de 420.504.73 m2.

Após sete anos de ajustes, o projeto conseguiu licença prévia da Cetesb e apré-aprovação na prefeitura. Segundo o engenheiro responsável pelo empreendimento Rubens Al Assal, da empresa Maubertec, os próximos passos seguirão o cronograma de aprovações.

Um deles é a apresentação ao Graprohab (Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo) e, se tudo estiver de acordo,dentro de oito meses deverá chegar ao ponto de instalação. Há sete anos estamos trabalhando nas adequações do projeto para adaptá-lo à legislação vigente . Cada vez que uma lei nova entrava em vigor, fazíamos as devidas modificações”, diz.  

Segundo o engenheiro, a licença pré-via do Reserva Bertioga possui 27 condicionantes ambientais. “Bertioga é um dos municípios com mais área verde destinada à preservação no Brasil, e o nosso projeto leva isso em conta. Estamos conscientes de nossa responsabilidade”, afirma.

Rubens salienta que a concepção da implantação do loteamento procurou privilegiar a mata remanescente por meio de uma ocupação em ilhas de desmatamento com a interligação entre os fragmentos de mata.  


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