A máquina vai andar, garante Orlandini - Sistema Costa Norte de ComunicaçãoBertioga-Especial | Sistema Costa Norte de Comunicação
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Depois de um ano e quatro meses à frente da administração pública de Bertioga, prefeito Mauro Orlandini faz uma breve avaliação de seu governo e mostra otimismo quanto a inserção do município nas questões voltadas a petróleo e gás.

Foto: JCN

Embora admita insatisfação com o produto final dos primeiros meses de seu governo, o prefeito Mauro Orlandini diz que tem motivos para uma avaliação positiva, principalmente nas áreas de saúde e social, e defende que demora na apresentação de resultados foi por conta da mudança de estilo de gestão, já que muitos projetos tiveram que sera valiados e contratos revistos. Por outro lado, garante que a “engrenagem está pronta para rodar” e que nos próximos meses, Bertioga terá muitas obras nas ruas. Acompanhe os principais trechos da entrevista.

Foto: JCN

Qual é a avaliação que o senhor faz de seu governo depois de um ano e quatro meses?

Estou contente com partes do governo e nem tanto com outras.

O senhor poderia explicar melhor?

Quando a gente se propôs a candidatura foi fundamentado na experiência que eu havia adquirido durante a atuação na Associação Paulista de Municípios. Entendi que o leque de conhecimentos adquiridos poderia ser usado aqui. Mas claro que as coisas não acontecem no tempo e do jeito que a gente quer.

O que aconteceu?

A maior dificuldade foi reordenar a casa. Parte se deve a como a gente pegou a máquina, como ela estava andando. E por outro lado, por conta da mudança de paradigma, de estilo de governo que resolvemos implantar. Foi preciso um período de adaptação para avaliarmos projetos, rever contratos, uma tarefa bastante dedicada que atrasou muitas obras que já deveriam ter começado. E as pessoas, não só em Bertioga, têm como parâmetro se uma administração vai bem ou não, as obras. Mas acredito que nos próximos meses vai ter bastante obra na rua. A engrenagem vai começar a rodar.

Nesse período de ajustes há pontos positivos a ressaltar?

Sim. Na saúde fomos buscar uma ferramenta que já havia dado certo em outras cidades, com a contratação da Fundação do ABC. Ela administra o Pronto-Socorro e o Hospital e deixa a Secretaria de Saúde livre para cuidar da prevenção e não da doença. Costumo dizer que tenho duas secretarias, uma da saúde e outra da doença. Estou bastante contente com o atendimento e os frutos já começam a aparecer.

Na área social, estou muito feliz com a ativa participação da comunidade nas atividades voltadas a esportes e aos cursos de arte e cultura, como teatro, balé e pintura. Temos 5 mil inscritos, ou seja, 10% da população - se considerarmos uma população de 50 mil habitantes. Essa atuação vai enriquecer o conhecimento dessas crianças, o que certamente resultará num futuro melhor. Isso vai de encontro como tema da nossa campanha: o resgate da auto-estima.

E agora, depois da casa ordenada, obras em vias de sair do papel, quais são as prioridades?

Agora é hora de consolidar a questão do zelar da alma.Vamos trabalhar na ampliação e construção de novas creches e de mais escolas; ampliar os cursos de esportes e cultura para mais bairros; elaborar projetos voltados a portadores de necessidades especiais, pois ainda estamos capengando nessa área e, também, construir um clube educacional para receber crianças de várias escolas, com atividades no contra turno do horário escolar, para promove ruma interação entre elas.

Setor de petróleo e gás, quais são as expectativas e oque está sendo feito nesta área?

Estamos em cima do tempo, não é coisa de futuro é agora! Bertioga ficou afastada desse assunto por muito tempo. Não participou de nenhuma tratativa, enquanto todas as outras cidades estavam se preparando. Elas correram atrás desse novo tempo.

Quando assumimos começamos a buscar essa alternativa e vimos que é muito sólida. Estamos convencidos de que é a solução para Bertioga, pois vai possibilitar um ponto departida para a estabilidade da população.

Bertioga já tem a característica do meio ambiente e do turismo, mas isso sozinho não se sustenta, é preciso fazer um tripé entrando no setor de apoio ao mercado de petróleo e gás.

E já dá para falar em geração de emprego no setor?

Num primeiro momento não há como uma empresa já se instalar na cidade com mão-de-obra exclusivamente local, isso é uma crescente. O que nós temos que fazer é promover cursos, para num espaço de tempo curto, possibilitar que nossos filhos possam participar desse tema novo.

Enquanto isso não acontece, é nítido que as pessoas que vierem atuar nessa área vão alugar casas, gerar novos empregos, movimentar o comércio e, consequentemente,aquecer a economia local. Mesmo que ainda não seja o ideal, já é um bom começo.

Qual o andamento em relação a formação de mão de obra local?

Ainda esse ano vamos instalar uma Escola Técnica(Etec), do governo estadual. A curto prazo, vamos disponibilizar algumas salas e começar com poucos cursos.Mas, num segundo momento, depois de acertada a situação da compra da Pousada Marjoly, teremos capacidade para oferecer 1.500 vagas em três turnos, provavelmente a partir do ano que vem.  


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