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Com 11.473 habitantes em 1991, Bertioga deixa de ser distrito de Santos e ganha sua autonomia após o plebiscito de 19 de Maio. Dois anos depois, Mauro Orlandini é eleito o primeiro prefeito do mais novo município da Baixada Santista. Passados 12 anos de sua primeira administração, ele assume novamente o comando da Prefeitura com a meta de administrar uma cidade com cerca de 45 mil habitantes e que teve seu crescimento considerado um dos maiores entre os municípios do Estado de São Paulo. A cidade chega à sua maioridade com grandes desafios a serem encarados pelo atual prefeito que é firme ao declarar: “ chega de crescer, agora é hora de Bertioga se desenvolver”.

Foto: JCN

E esse desafio só pode ser vencido com planejamento, com ações voltadas à preservação dos recursos naturais do município, com programas que evitem ocupações  irregulares como a adoção do congelamento dos núcleos existentes, um trabalho que já começou a ser feito pela Secretaria do Meio Ambiente por meio de monitoramento da equipe da Diretoria de Operações Ambientais (DOA). Paralelamente,Bertioga também foi inscrita em programas como Cidade Legal, do Governo do Estado de São Paulo, que possibilita a regularização fundiária de imóveis, e no projeto do Governo Federal, Minha Casa, Minha Vida para construção de moradias populares.

Mas a meta de Orlandini é rever o conceito dos programas habitacionais para oferecer à população melhor qualidade de vida. "Bertioga cresceu em número de habitações, mas com qual qualidade? Morar é proporcionar um lar à família e não só um teto”. Com esse propósito, ele afirma que já entrou em contato coma Secretaria Estadual da Habitação e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) que tem vários projetos que lhe agradam. “Eles possibilitam o reuso da água das chuvas, energia solar, acessibilidade para atender os portadores de necessidades especiais”.

Revisão do Plano Diretor

Foto: JCN

Para colocar os projetos em prática e promover o desenvolvimento de forma sustentável é necessária uma revisão do Plano Diretor, aprovado em 1998, para que contemple a nova realidade do município. “Desde a década de 70, Bertioga não teve mais nenhum loteamento aprovado e não conseguimos coibir as ocupações irregulares. A gente tem de ter sustentabilidade, credibilidade junto à comunidade e administrar com os pés no chão”. Para que as mudanças no Plano Diretor se adequem às necessidades e às legislações,o prefeito pretende contratar o escritório do conceituado arquiteto Ruy Ohtake para que ele faça a revisão do Plano Diretor junto coma Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Município.

Driblando a crise

Entre as mudanças na estrutura administrativa que Orlandini considera necessárias constam a criação de duas secretarias: de Esportes e outra de Desenvolvimento Empresarial para fomentar duas atividades importantes no município. Ele também entende que seria importante criar a Secretaria de Planejamento desvinculando essa pasta da Secretaria de Habitação,uma vez que o planejamento responde pela elaboração de projetos de todos os setores administrativos.  

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Mas essas propostas deverão esperar mais um pouco. Apesar de ter assumido a administração com um orçamento de aproximadamente R$ 200 milhões, a crise financeira internacional também atingiu Bertioga com redução de impostos e de repasses como no caso dos royalties pela Petrobrás. “A criação das secretarias geraria despesas e precisamos economizar. Estamos driblando a crise com qualidade de gestão”. A reforma administrativa iniciada pela Prefeitura visa superar o problema da defasagem e distorções salariais e readequar toda a estrutura. Os estudos estão sendo feitos pelo escritório de advocacia de Ivan Rigolin, profissional que em 1993, na primeira legislatura, preparou a estrutura administrativa do município.

“O meio ambiente é a nossa galinha dos ovos de ouro”

É inegável a importância da preservação do meio ambiente para o desenvolvimento sustentável de Bertioga. Nesse sentido, todas as secretarias estão interligadas promovendo ações no turismo, na educação, saúde, obras, habitação voltadas aos cuidados básicos com os recursos naturais do município e com um trabalho de conscientização não somente junto aos estudantes, mas também à comunidade.

Foto: JCN

A retomada de projetos como o da implantação de recifes artificiais, programas de educação ambiental, ações de neutralização da produção do carbono são alguns exemplos do trabalho que começa a ser desenvolvido. Por outro lado, a exploração do potencial náutico, por parte da Secretaria de Turismo, com a adoção de novos eventos esportivos e da retomada do ecoturismo em parceria com a Diretoria de Operações Ambientais, mostram a preocupação em desenvolver a cidade fomentando um setor que pode se transformar na alternativa para o futuro,uma vez que o turismo é a indústria que mais cresce no mundo. “ O meio ambiente é a nossa galinha dos ovos de ouro. Por isso temos de ser práticos e buscar essa sustentatibilidade”, afirma Orlandini.

Foto: JCN

No entanto, ele acredita que nada é possível se não houver investimento em capacitação demão-de-obra qualificada na cidade, atendendo aos comerciantes, rede hoteleira, moradores, possibilitando também geração de emprego e renda e ocupação aos jovens. Paralelamente é preciso envolver toda a comunidade para que ela conheça Bertioga, suas praias, trilhas, belezas naturais e tenha orgulho de sua história para poder ser uma gente multiplicador junto aos visitantes. Para Orlandini, “Bertioga é um paraíso, um lugar para se ter qualidade de vida e que está em busca de um novo tempo”.  


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